BRASÍLIA (DF) — O teólogo e apologeta cristão Caio Modesto incendiou o debate doutrinário nas redes sociais ao publicar um vídeo contundente direcionado aos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Com o título “Nenhum adventista guarda a Lei de Deus da forma bíblica”, Modesto questiona a coerência da denominação e afirma que a prática atual é uma versão adaptada que ignora as ordenanças rigorosas do Antigo Testamento.
O Dilema do “Estatuto Perpétuo”
Caio Modesto argumenta que a justificativa adventista de que o sábado é um “estatuto perpétuo” deveria, por lógica, obrigar os fiéis a praticarem também a circuncisão e as festas judaicas, que recebem a mesma classificação nas Escrituras. “Perpétuo no contexto da lei significa enquanto durar a aliança”, explicou o teólogo, defendendo que o sinal da aliança mosaica cumpriu seu papel com a vinda de Cristo.
Banho Quente e Comida Fria
Um dos pontos mais polêmicos do vídeo foi o confronto sobre a forma prática da guarda. Modesto citou Êxodo 35:3, que proíbe acender fogo no sábado, para apontar que o uso de fogões, micro-ondas e chuveiros elétricos invalidaria a “guarda bíblica”.
“Os Adventistas seguem uma versão suavizada que liberou o uso do fogo. Ou você guarda como Israel, sem sair de casa e comendo comida fria, ou admite que o sábado era uma sombra”, disparou.
Salvação pela Graça vs. Sábado
O apologeta também atacou o que chamou de “evangelho anátema”, referindo-se aos escritos de Ellen G. White que sugerem que a santificação do sábado é essencial para a salvação eterna.
Citando Colossenses 2:16 e Efésios 2:8, Modesto reafirmou que a salvação é exclusivamente mediante a graça e que Jesus é o verdadeiro descanso do cristão. A crítica foca na transformação de um dia de repouso em um requisito legalista para o céu.
A publicação de Caio Modesto gerou centenas de comentários, dividindo opiniões entre aqueles que defendem a manutenção dos mandamentos e os que concordam com a visão da Nova Aliança. O vídeo reacende uma das disputas teológicas mais antigas do cristianismo brasileiro. O espaço segue aberto para manifestação de representantes da Igreja Adventista.
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