Política

Pablo Marçal diz que Lula articula para tornar Bolsonaro elegível em 2026

Empresário sugere que o atual governo pode buscar manobras para "descondenar" o ex-presidente, visando garantir um cenário de embate direto e polarizado

Por Caio Rangel • Publicado em 15/04/2026 às 11h24
Pablo Marçal em retrato formal, vestindo terno azul e camisa branca, com expressão séria.
Pablo Marçal em imagem institucional com visual formal. (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA (DF) — O empresário e influenciador Pablo Marçal sacudiu os bastidores políticos na última quarta-feira (08) ao revelar sua leitura sobre as movimentações para o pleito presidencial de 2026.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Marçal defendeu a tese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria interesse direto na reabilitação política de seu principal adversário, Jair Bolsonaro, como única forma de garantir a própria sobrevivência eleitoral.

O “Voto de Minerva” Inverso

Marçal comparou a atual situação de Bolsonaro com o processo que levou à anulação das condenações de Lula no passado. Segundo o empresário, o governo petista entende que uma disputa contra nomes menos desgastados da direita, como o senador Flávio Bolsonaro, seria arriscada devido ao atual estado da economia.

“Do Flávio ele não ganha. O Flávio tem que fazer uma besteira muito grande para perder para o Lula”, afirmou, ressaltando que o filho do ex-presidente carrega menos desgaste de imagem que o pai.

A Dicotomia Estilo “Marvel”

Utilizando uma metáfora da cultura pop, Marçal descreveu a relação entre Lula e Bolsonaro como uma dependência mútua de “algozes”. Para ele, o petista “só se sustenta com o seu rival raiz”, pois em um cenário contra um candidato considerado “normal e decente”, o atual presidente teria dificuldades.

A estratégia, segundo Marçal, seria forçar a elegibilidade de Jair Bolsonaro para que Flávio retroceda em sua eventual candidatura, mantendo o país dividido entre dois polos conhecidos.

As declarações de Marçal ecoam em um momento de incerteza jurídica para a direita brasileira. Ao apontar que a diferença de votos na última eleição foi diluída em poucos estados, o empresário reforça que a engenharia política do Planalto pode passar por uma “ajuda” indireta ao seu maior inimigo para evitar o surgimento de novas lideranças.

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