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“Ou você é de esquerda ou é de Jesus”: Pastor Edir Vinagre polemiza em entrevista

Religioso afirma que defesa de pautas como aborto e drogas exclui automaticamente o indivíduo da comunhão cristã

Por Caio Rangel • Publicado em 30/04/2026 às 10h34
Pastor Edir Vinagre pregando em púlpito, apontando durante ministração com microfone.
Pastor Edir Vinagre durante pregação em igreja. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O pastor Edir Vinagre, presidente da Assembleia de Deus Vila Bela, em São Paulo, gerou forte repercussão no meio evangélico após conceder uma entrevista ao Portal Assembleiano de Valor.

Com duas décadas de liderança pastoral, Vinagre foi incisivo ao abordar a relação entre a fé cristã e o espectro político de esquerda, afirmando que existe uma incompatibilidade espiritual e doutrinária absoluta entre ambos.

Questionado pelo jornalista Fábio Filho sobre a indicação de Jorge Messias — que é diácono batista e esquerdista — para o Supremo Tribunal Federal (STF), o pastor não poupou críticas.

Para Vinagre, a identidade religiosa de Messias não sobrepõe sua inclinação política, a qual o pastor associa a pautas contrárias à Bíblia, como o aborto, a legalização de drogas e a identidade de gênero. “Se alguém defende isso, não comunga comigo nem com a palavra”, disparou o líder assembleiano.

Utilizando uma metáfora bíblica sobre a crucificação de Cristo, o pastor Edir Vinagre fez uma análise curiosa sobre a política. Ele lembrou que Jesus foi crucificado entre dois ladrões, um à direita e outro à esquerda, sugerindo que há falhas em ambos os lados (“os dois lados têm ladrão”).

Contudo, ele enfatizou que o cristão deve se alinhar ao governo que mais se aproxima dos princípios pregados no altar. “Ou você é de esquerda ou você é de Jesus. Meu irmão, não tem dois caminhos nem três caminhos”, afirmou.

As declarações de Edir Vinagre refletem o sentimento de uma ala significativa das Assembleias de Deus, que vê na militância de esquerda uma ameaça aos valores tradicionais da família.

A fala do pastor solidifica a resistência contra nomes evangélicos que apoiam o governo atual, reforçando que, no ambiente da AD Vila Bela e em suas ramificações, a “Assembleia de Esquerda” é uma contradição de termos.

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