ORLANDO, FL — Na última quarta-feira (29), o Juizado Juvenil de Orange County proferiu a sentença contra o adolescente de 16 anos acusado de abusar de uma criança de 6 anos.
A audiência, realizada no Thomas S. Kirk Justice Center, em Orlando, estabeleceu medidas de controle rigorosas e tratamento obrigatório para o jovem infrator.
De acordo com a sentença proferida, o adolescente — que na época dos fatos era voluntário na Igreja Alcance Orlando — foi condenado a três anos de período probatório.
Entre as sanções impostas pela Justiça americana, destaca-se a prisão domiciliar obrigatória entre as 18h e 6h30. Saídas nesse intervalo só serão permitidas em situações excepcionais, sob supervisão direta dos pais e com aviso prévio ao supervisor do caso.
Além disso, o réu está terminantemente proibido de manter qualquer contato com menores de 18 anos e deve participar de um programa de reabilitação especializado para “sexual offenders”.
O papel do agressor na Igreja Alcance Orlando
Segundo a família da vítima, o adolescente era escalado pela liderança para cuidar do departamento infantil e também participava do ministério de louvor.
O primeiro episódio de abuso teria ocorrido em 2024, no ambiente de uma “célula” da igreja, que era liderada pelos pais do próprio agressor. Após a denúncia, a família do adolescente se desligou da Alcance Orlando e passou a frequentar outra denominação local.
Família denuncia abandono por parte dos pastores
Um dos pontos mais sensíveis do relato é a suposta negligência da liderança pastoral. A família da criança afirma que, após a denúncia do crime, não recebeu qualquer tipo de suporte ou acolhimento por parte da instituição.
Foram citados nominalmente os pastores Paulo Subirá e Juliana Subirá, que, segundo os pais da vítima, não ofereceram assistência espiritual ou emocional diante da gravidade do ocorrido.
Até o momento, a Igreja Alcance Orlando não emitiu um posicionamento público oficial sobre a sentença ou as acusações de falta de suporte.
Depoimento e busca por justiça
Durante a audiência, a mãe da criança leu uma carta emocionada, destacando que o filho, hoje com receios constantes, só conseguiu falar sobre o abuso após sentir-se seguro em casa.
Ela alertou a corte sobre o risco que o livre acesso do jovem a crianças representava. Diante do silêncio da igreja, a família buscou auxílio na Hope & Justice Foundation, organização que orientou o processo de denúncia e acompanhamento legal.
O caso leva a uma reflexão urgente sobre a segurança em ambientes religiosos e a necessidade de treinamentos profissionais para a prevenção de crimes contra menores, garantindo que as igrejas sejam locais de proteção, e não de vulnerabilidade.
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