Apóstolo

“Sabem postar, mas não sabem orar”: Agenor Duque faz desabafo contra geração digital

Líder da Igreja Plenitude convoca membros para vigília de intercessão, criticando crentes que não conseguem orar por 10 minutos

Por Caio Rangel • Publicado em 04/05/2026 às 08h45
Apóstolo Agenor Duque falando em vídeo, com pintura bíblica ao fundo.
Apóstolo Agenor Duque em gravação com referência bíblica ao fundo. (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO (SP) — O apóstolo Agenor Duque, líder da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus (IAPTD), utilizou suas redes sociais para disparar uma crítica contundente ao que chama de “geração de microfone”.

Em um texto carregado de indignação e apelo espiritual, o apóstolo afirmou que a igreja contemporânea está trocando a profundidade do altar pela superficialidade das redes sociais, priorizando o “aparecer” em detrimento do “permanecer” na presença divina.

Crítica à Distração Digital no Altar

Duque não poupou palavras ao descrever a dificuldade dos fiéis modernos em manter uma vida de consagração. “Muitos crentes não conseguem orar 10 minutos sem se distrair. Querem poder sem presença e milagres sem sacrifício”, disparou.

Para embasar seu argumento, ele citou figuras históricas do cristianismo e do pentecostalismo, como John Wesley, Billy Graham e o brasileiro David Miranda, lembrando que o segredo das grandes conquistas espirituais desses líderes era o tempo investido de joelhos no chão.

Convocação para o “Clamor de 3 Horas”

A reação ao desabafo se transformou em uma ação prática no último sábado (02). O apóstolo convocou pastores, obreiros e membros para um período de três horas e meia de oração ininterrupta.

Segundo Duque, o objetivo do encontro foi “rasgar os céus” e buscar a face de Deus longe da religiosidade mecânica. “O céu está chamando a igreja de volta ao altar”, afirmou, fundamentando a convocação no texto bíblico de 2 Crônicas 7:14.

A postura de Agenor Duque reflete um movimento de retorno às raízes pentecostais, onde a autoridade espiritual é medida pela vida de intercessão e não pelo engajamento nas plataformas digitais.

A mobilização na Plenitude é vista por observadores do meio gospel como uma resposta à crise de identidade de uma igreja que se profissionalizou na estética, mas que, segundo o apóstolo, está carente de substância espiritual e avivamento real.

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