Pastora

“Quem agride, mata”: O alerta de Helena Raquel para mulheres no Gideões

Pregadora utiliza a maior tribuna missionária do Brasil para orientar vítimas de agressão a buscarem delegacias e denunciarem

Por Caio Rangel • Publicado em 04/05/2026 às 09h10
Pastora Helena Raquel ministrando com microfone diante de congregação.
Pastora Helena Raquel durante ministração em igreja. (Foto: Reprodução)

CAMBORIÚ (SC) — O 41° Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH) registrou neste domingo (03) um dos momentos mais impactantes e necessários de sua história recente.

A pastora e pregadora Helena Raquel, conhecida por sua profundidade bíblica e autoridade, utilizou sua ministração para romper o silêncio sobre temas frequentemente negligenciados nos púlpitos: a violência doméstica e o abuso infantil dentro da comunidade cristã.

“Pára de orar por ele hoje”

Em um tom de denúncia profética e orientação prática, Helena Raquel direcionou sua fala especificamente às mulheres evangélicas que sofrem agressões. “Deus me trouxe aqui pra usar os minutos que pregadores no Brasil gostariam de usar pra salvar a tua vida da morte. Pára de orar por ele hoje e comece a orar por você”, disparou a pastora.

Ela incentivou as vítimas a buscarem delegacias de apoio à mulher e lugares seguros, alertando que pedidos de desculpas de agressores não devem ser aceitos, pois “quem agride, mata”.

O Fim do “Travesseiro da Conivência”

Helena Raquel confrontou a existência de líderes e fiéis que sustentam uma aparência de piedade, mas exercem tirania em seus lares. “Machão que prega e soca a mulher em casa existe, e nós sabemos”, afirmou, criticando a omissão das lideranças.

Citando dados da Safernet, ela também abordou a participação de brasileiros em grupos de pornografia infantil, afirmando que, estatisticamente, pessoas com tais práticas estavam presentes no congresso.

“Ungido não é Abusador”

Nas redes sociais, a pregadora reforçou o posicionamento com uma nota oficial, destacando que “pecado não se protege, se confronta”. Para ela, não existe unção ou chamado que justifique a opressão. A fala de Helena Raquel é vista como um divisor de águas na ética pentecostal, ao classificar abusos como crimes que exigem intervenção estatal (Ligue 180 / Ligue 100) e não apenas tratamento interno.

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