SÃO PAULO (SP) — O cantor Sérgio Saas, líder do grupo Raiz Coral e uma das vozes mais influentes do Black Gospel nacional, causou agitação nas redes sociais após sua participação no “Eu Acredito Podcast”.
Em um momento de franqueza, Saas recusou o título de “Kirk Franklin brasileiro”, termo frequentemente usado para descrever sua influência rítmica e vocal. Para o músico, o cantor norte-americano perdeu a direção ministerial em favor da indústria do espetáculo.
“O Kirk que se corrompeu”
A crítica de Saas foi direcionada à mudança de postura de Kirk Franklin ao longo das últimas décadas. Segundo o brasileiro, embora a técnica e a arte de Franklin continuem “sensacionais”, a substância espiritual teria se esvaído. “Vê se tem algum confronto, alguma revelação. Se não é só quadril, dança, só dancinha, pelve, efusão vazia”, disparou Saas, sugerindo que o gospel americano atual prioriza a performance física em detrimento da mensagem bíblica.
O Retorno do Raiz Coral e a “Essência”
As declarações ocorrem em um momento estratégico para Sérgio Saas, que acaba de gravar o projeto “Raiz Coral – O Retorno”, quebrando um hiato de 16 anos do grupo.
O cantor enfatizou que prefere ser lembrado pela profundidade do ministério do que pela grandiosidade do show. “Ele [Kirk] cansou e parou. Virou artista”, afirmou, diferenciando o que chama de “página dois” da verdadeira essência do louvor cristão.
A fala de Sérgio Saas abre um debate necessário sobre a “espetacularização” do louvor. Enquanto alguns fãs defendem a evolução artística de Franklin, outros apoiam Saas na tese de que a música gospel brasileira deve manter suas raízes no confronto espiritual. O retorno do Raiz Coral promete ser um manifesto dessa visão conservadora e técnica que Saas defende.
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