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Augustus Nicodemus detona “quebra de maldição” nas igrejas: “Isso é conversa”

Teólogo afirma que cristãos não podem ser atingidos por trabalhos espirituais e que rituais de proteção revelam fé baseada no medo

Por Caio Rangel • Publicado em 06/05/2026 às 09h33
Pastor Augustus Nicodemus falando durante entrevista, usando terno cinza e gravata.
Augustus Nicodemus durante participação em entrevista. (Foto: Reprodução)

RECIFE (PE) — O pastor e teólogo Augustus Nicodemus, uma das vozes mais influentes da tradição reformada no Brasil, publicou um vídeo que está gerando forte debate no meio evangélico.

Em uma análise contundente, Nicodemus confrontou práticas que se tornaram pilares em muitas denominações neopentecostais, como as “correntes de libertação” e os rituais de “quebra de maldição”, classificando-as como estranhas à doutrina cristã bíblica.

O Fim do Medo da Feitiçaria

Para Nicodemus, a ideia de que um cristão autêntico precise realizar atos repetitivos para se proteger de feitiços ou ataques espirituais é um equívoco teológico. “Isso é conversa. Crente não precisa ficar quebrando feitiço ou com medo de mau-olhado”, disparou o teólogo.

Ele argumenta que essa mentalidade não provém das Escrituras, mas sim de uma amálgama com tradições religiosas que operam sob a lógica do medo e da barganha espiritual.

Crítica aos Cultos de “Cura e Libertação”

A fala de Nicodemus atinge diretamente as reuniões de sexta-feira, comuns em diversas igrejas, em que o foco recai sobre entrevistas com demônios e o uso de objetos “consagrados”.

Segundo o teólogo, tais práticas não encontram base no Novo Testamento e desviam o foco da obra completa de Cristo. Ele reforça que a proteção do cristão é uma realidade jurídica e espiritual garantida por Deus, e não um estado que depende de campanhas ou rituais externos.

A Base Bíblica: Números 23:23

Para sustentar seu posicionamento, o teólogo recorreu ao texto de Números 23:23, que afirma: “Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel”.

O vídeo de Nicodemus é visto como um “freio de arrumação” em um cenário gospel cada vez mais místico. Sua repreensão busca devolver ao evangélico a confiança na suficiência das Escrituras, combatendo o que ele chama de “fé construída no medo”.

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