Cantora

Candidata da igreja: Assembleia de Deus do Paraná oficializa apoio exclusivo a Mara Lima

A CIEADEP oficializou apoio exclusivo à cantora Mara Lima e ao pastor Carlos Eduardo, proibindo e ameaçando punir outras candidaturas

Por Caio Rangel • Publicado em 15/05/2026 às 09h26
Mara Lima posa em gabinete ao lado das bandeiras do Brasil e do Paraná.
Mara Lima em registro realizado em gabinete oficial no Paraná. (Foto: Reprodução)

CURITIBA, PR — A Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Paraná (CIEADEP) emitiu um duro posicionamento nesta quinta-feira (14), definindo os rumos políticos da denominação para o pleito eleitoral de 2026.

Em nota oficial, o Conselho de Pastores Presidentes chancelou a exclusividade de apoio à chapa formada pela deputada estadual e cantora Mara Lima, que busca a reeleição, e pelo pastor Carlos Eduardo, que concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Monopólio Político e Alerta Contra Dissidentes

O documento, subscrito pelo pastor Perci Fontoura — presidente da CIEADEP e 3º vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) —, foi taxativo ao fechar as portas para qualquer outro nome.

A nota estabelece de forma categórica que nenhum outro pré-candidato, seja membro da convenção ou de fora dela, possui autorização ou legalidade para utilizar o nome da CIEADEP ou se apresentar como o “candidato da igreja” no estado.

Punições no Código de Ética e Lei Eleitoral

A liderança paranaense adotou um tom de blindagem jurídica e ministerial ao alertar que o descumprimento da exclusividade resultará em sanções pesadas.

De acordo com a nota, aqueles que tentarem fragmentar o eleitorado assembleiano com projetos pessoais estarão sujeitos a responsabilização interna baseada no código de ética ministerial da convenção, além de responderem por possíveis infrações junto à Justiça Eleitoral por propaganda irregular ou uso indevido de imagem institucional.

A estratégia da CIEADEP reflete a busca pelo controle absoluto dos votos da bancada evangélica no Paraná, evitando que a pulverização de candidaturas enfraqueça o poder de barganha da denominação.

Ao evocar os “100 anos de história da fé cristã assembleiana” para exigir submissão e unidade, Fontoura tenta neutralizar a concorrência interna antes mesmo do início oficial da campanha.

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