CURITIBA, PR — A Convenção das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Paraná (CIEADEP) emitiu um duro posicionamento nesta quinta-feira (14), definindo os rumos políticos da denominação para o pleito eleitoral de 2026.
Em nota oficial, o Conselho de Pastores Presidentes chancelou a exclusividade de apoio à chapa formada pela deputada estadual e cantora Mara Lima, que busca a reeleição, e pelo pastor Carlos Eduardo, que concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Monopólio Político e Alerta Contra Dissidentes
O documento, subscrito pelo pastor Perci Fontoura — presidente da CIEADEP e 3º vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) —, foi taxativo ao fechar as portas para qualquer outro nome.
A nota estabelece de forma categórica que nenhum outro pré-candidato, seja membro da convenção ou de fora dela, possui autorização ou legalidade para utilizar o nome da CIEADEP ou se apresentar como o “candidato da igreja” no estado.
Punições no Código de Ética e Lei Eleitoral
A liderança paranaense adotou um tom de blindagem jurídica e ministerial ao alertar que o descumprimento da exclusividade resultará em sanções pesadas.
De acordo com a nota, aqueles que tentarem fragmentar o eleitorado assembleiano com projetos pessoais estarão sujeitos a responsabilização interna baseada no código de ética ministerial da convenção, além de responderem por possíveis infrações junto à Justiça Eleitoral por propaganda irregular ou uso indevido de imagem institucional.
A estratégia da CIEADEP reflete a busca pelo controle absoluto dos votos da bancada evangélica no Paraná, evitando que a pulverização de candidaturas enfraqueça o poder de barganha da denominação.
Ao evocar os “100 anos de história da fé cristã assembleiana” para exigir submissão e unidade, Fontoura tenta neutralizar a concorrência interna antes mesmo do início oficial da campanha.
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