Uma declaração do pastor Hidekazu Takayama gerou forte reação no meio evangélico após o líder religioso comentar a denúncia feita pela pastora Helena Raquel sobre agressões e abusos no ambiente eclesiástico.
Durante entrevista, Takayama questionou a legitimidade da liderança feminina e sugeriu que vítimas de violência não devem recorrer às autoridades civis.
Ao abordar a fala de Helena Raquel, que incentiva mulheres a denunciarem crimes, o pastor afirmou que a solução para conflitos ou abusos envolvendo líderes não passa pelo sistema jurídico. “Não tem que chamar a polícia não. Tem que chamar a Deus. É Deus que vai tirar essa pessoa”, declarou.
O pastor defendeu que, em casos de agressão doméstica, a responsabilidade de intervenção seria exclusivamente divina, e não humana ou policial.
A fala de Takayama também incluiu questionamentos doutrinários sobre a atuação de Helena Raquel. O pastor sustentou que “não existe pastora” segundo sua interpretação bíblica. “Eu acho que ela está certa em partes, em pregar no lugar onde der. Mas ela não podia pegar o título de pastora porque não há sacerdotisas na Bíblia”, afirmou.
A reação da comunidade cristã
O posicionamento acendeu um debate intenso nas redes sociais. De um lado, apoiadores da visão tradicional reforçaram os argumentos doutrinários apresentados pelo pastor. De outro, internautas e líderes criticaram duramente a sugestão de evitar as autoridades em situações de violência, apontando que o discurso pode desestimular a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.
A postura de Helena Raquel, por sua vez, tem sido pautada pelo incentivo à denúncia. A pastora defende que a violência doméstica não deve ser tratada apenas como um problema espiritual ou de foro íntimo, mas sim como um crime que exige a intervenção do Estado.
O episódio reacende o embate sobre os limites entre o aconselhamento pastoral e a responsabilidade legal diante de infrações graves.
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