Um vídeo do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), voltou a circular nas redes sociais nesta semana, gerando intensos debates.
Nas imagens, o religioso afirma que não é beneficiado financeiramente pelas ofertas dos fiéis, argumentando, inversamente, que a denominação é responsável pelo enriquecimento de seus membros.
“Vocês me devem”
No trecho que viralizou, Macedo sustenta que o fluxo financeiro na IURD funciona como um mecanismo de prosperidade para a base da igreja. “Todas as pessoas da Igreja Universal do Reino de Deus estão me devendo, porque nós enriquecemos as pessoas e continuamos pobres. Essa é a realidade”, declarou o líder, reforçando a ideia de que o papel da instituição seria o de alavancar a condição econômica dos fiéis.
Contraste com indicadores de mercado
A declaração do bispo entra em choque com o levantamento de dados econômicos públicos. Segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes, Edir Macedo detém uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões — aproximadamente R$ 10 bilhões.
O patrimônio do líder religioso inclui ativos de peso, como o controle da Rede Record de Televisão, a propriedade do Banco Digimais e imóveis de alto padrão no exterior, como um apartamento de luxo em Miami.
Impacto da viralização
A repercussão do conteúdo reflete o constante escrutínio público sobre as finanças de grandes denominações religiosas e seus líderes.
Enquanto parte dos fiéis interpreta a fala de Macedo como um testemunho sobre o “poder da fé” aplicado às finanças, críticos e setores da mídia apontam uma dissonância entre o discurso de austeridade pessoal do líder e a dimensão real de seu patrimônio privado e institucional.
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