Igreja

“Vocês me devem”: Edir Macedo afirma que fiéis enriqueceram através da Universal

Líder religioso afirma que a Igreja Universal promove a prosperidade dos membros, enquanto continua pobre

Por Caio Rangel • Publicado em 26/05/2026 às 11h05
Bispo Edir Macedo ministra mensagem em púlpito usando um talit judaico sobre os ombros durante cerimônia religiosa.
Edir Macedo aparece durante ministração religiosa utilizando um talit sobre os ombros enquanto fala ao público. (Foto: Reprodução)

Um vídeo do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), voltou a circular nas redes sociais nesta semana, gerando intensos debates.

Nas imagens, o religioso afirma que não é beneficiado financeiramente pelas ofertas dos fiéis, argumentando, inversamente, que a denominação é responsável pelo enriquecimento de seus membros.

“Vocês me devem”

No trecho que viralizou, Macedo sustenta que o fluxo financeiro na IURD funciona como um mecanismo de prosperidade para a base da igreja. “Todas as pessoas da Igreja Universal do Reino de Deus estão me devendo, porque nós enriquecemos as pessoas e continuamos pobres. Essa é a realidade”, declarou o líder, reforçando a ideia de que o papel da instituição seria o de alavancar a condição econômica dos fiéis.

Contraste com indicadores de mercado

A declaração do bispo entra em choque com o levantamento de dados econômicos públicos. Segundo o ranking anual de bilionários da revista Forbes, Edir Macedo detém uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões — aproximadamente R$ 10 bilhões.

O patrimônio do líder religioso inclui ativos de peso, como o controle da Rede Record de Televisão, a propriedade do Banco Digimais e imóveis de alto padrão no exterior, como um apartamento de luxo em Miami.

Impacto da viralização

A repercussão do conteúdo reflete o constante escrutínio público sobre as finanças de grandes denominações religiosas e seus líderes.

Enquanto parte dos fiéis interpreta a fala de Macedo como um testemunho sobre o “poder da fé” aplicado às finanças, críticos e setores da mídia apontam uma dissonância entre o discurso de austeridade pessoal do líder e a dimensão real de seu patrimônio privado e institucional.

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