RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Marcos Pereira, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), publicou um vídeo de forte impacto no qual busca separar sua atuação ministerial de ideologias partidárias.
O religioso, que frequentemente é alvo de questionamentos nas redes sociais, utilizou a ocasião para defender o impacto positivo que, em sua visão, os programas sociais implementados desde o primeiro mandato do presidente Lula têm sobre a população vulnerável.
Foco no social e na assistência
O pastor foi enfático ao declarar que seu posicionamento não nasce de uma filiação política, mas da observação direta dos benefícios que chegam às comunidades. “Eu não sou PT. Eu sou um ser humano”, pontuou.
Ao se dirigir à sua congregação — composta em grande parte por pessoas que já passaram pelo sistema carcerário ou pelo vício em drogas —, o pastor destacou que o suporte governamental tem sido um braço importante para a reintegração dessas pessoas na sociedade.
“Todo viciado em droga, quem passou pela cadeia… através do governo Lula eles estão se reintegrando à sociedade”, afirmou, mencionando benefícios como o Bolsa Família e o acesso à moradia.
Posicionamento sobre o aborto e críticas
Sobre a polêmica do aborto, Marcos Pereira foi claro ao reiterar a postura doutrinária da igreja: “Nós ensinamos isso e somos contra isso”.
O líder religioso, contudo, minimizou a associação de sua fala sobre benefícios sociais à concordância com as pautas ideológicas do governo, tratando a visão do PT sobre o tema como uma responsabilidade que não cabe à sua atuação ministerial.
Resposta sobre patrimônio
O vídeo também serviu como uma resposta direta a críticos que frequentemente questionam o estilo de vida do pastor, especialmente após a exposição de bens em vídeos anteriores.
Pereira, que mantém seu trabalho em São João de Meriti (RJ), destacou a simplicidade de sua rotina. “Eu não moro na Barra, nem Ipanema, não tenho avião, não tenho iate. Eu vivo pela minha fé, pelo meu trabalho, pela minha agenda”, declarou, pedindo respeito ao seu trabalho evangelístico de décadas.
A publicação gerou grande repercussão, expondo a complexa relação entre lideranças religiosas de base e as políticas públicas voltadas para as camadas mais pobres do Brasil.
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