O pastor Silas Malafaia reagiu, nesta terça-feira (9), às recentes declarações da primeira-dama Janja Lula da Silva, que havia criticado o líder religioso após comentários dele sobre um evento voltado a mulheres evangélicas promovido por ela.
Malafaia negou veementemente ter classificado as participantes como “insignificantes” e acusou o PT de promover uma campanha de desinformação contra sua figura.
A defesa do pastor
Ao Metrópoles, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo esclareceu o contexto de suas declarações. Segundo o pastor, sua crítica focou na ausência de lideranças nacionais com projeção pública no encontro, e não na relevância pessoal das participantes.
“O nível cultural da Janja não permite entender a diferença entre alguém sem expressão pública e alguém sem importância. Eu nunca chamei aquelas mulheres de insignificantes”, disparou. Malafaia reforçou que é possível não ter notoriedade pública e, ainda assim, ser uma pessoa de grande valor para sua igreja e comunidade.
Ironia e alfinetada política
O pastor ironizou o fato de ter sido alvo direto da primeira-dama. Para Malafaia, a atenção dispensada a ele é, na verdade, um reconhecimento de sua influência no cenário político nacional. “Se eu fosse insignificante, não perderiam tempo falando de mim. Quem não tem importância é ignorado”, afirmou.
O “demônio da mentira”
A resposta de Malafaia subiu o tom ao mencionar a relação entre o PT e o segmento evangélico. O religioso ampliou as críticas, acusando a ala governista de se utilizar de manipulações para atingir lideranças conservadoras. Ao comentar a postura de Janja, não poupou críticas diretas:
“Como eu digo que eles têm o demônio da mentira, está aí a prova. E o capeta pega em todo mundo, inclusive nela. Ela, para tentar me denegrir, disse que eu chamei mulheres de insignificantes”, concluiu o pastor.
O embate marca mais um capítulo da tensão entre o Palácio do Planalto e lideranças influentes do segmento evangélico, que continuam a se colocar como oposição aberta ao projeto político liderado pelo presidente Lula.
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