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“Recuse a comida”: Pastor polemiza ao associar festa junina ao paganismo

Teólogo afirma que o catolicismo cristianizou rituais pagãos através de santos e defende que evangélicos devem rejeitar alimentos típicos da época

Por Caio Rangel • Publicado em 18/06/2026 às 13h12
Homem observa uma festa junina com fogueira acesa, quadrilha e barracas de comidas típicas ao fundo.
Imagem ilustrativa retrata uma festa junina com quadrilha, fogueira e barracas típicas durante celebração popular. (Foto: Reprodução)

O período dos festejos juninos, profundamente enraizado na cultura popular brasileira, voltou a inflamar um antigo e severo debate doutrinário no meio evangélico neste mês de junho de 2026.

A expansão de eventos adaptados por igrejas, conhecidos popularmente como “Sem João com Jesus” ou “Festa da Colheita”, foi duramente confrontada pelo pastor e teólogo Caio Modesto, que publicou um posicionamento contundente classificando as festividades como uma extensão do paganismo e do sincretismo religioso.

A Tese da Contaminação e o Culto aos Santos

No vídeo que gerou forte repercussão e dividiu opiniões nas redes sociais, Caio Modesto argumentou que a roupagem cultural inofensiva das quadrilhas e fogueiras esconde uma raiz de veneração a figuras do catolicismo, como Santo Antônio, São João e São Pedro. “O catolicismo é especialista em cristianizar tudo que vem do paganismo. O calendário e os costumes da celebração giram em torno do culto a homens e não da adoração devida unicamente a Deus”, disparou o teólogo, rejeitando qualquer tentativa de contextualização gospel da festa.

O Boicote à Gastronomia Típica e o Alerta de Paulo

A parte mais controversa do desabafo de Modesto foi direcionada à culinária junina. O pastor evocou o princípio bíblico deixado pelo apóstolo Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 10, que trata sobre alimentos sacrificados a ídolos.

Segundo a interpretação do teólogo, se o alimento é apresentado como parte do universo junino, o fiel deve recusá-lo imediatamente. “Se lhe servirem comida típica e disserem que veio de uma festa junina, aplique o mesmo critério. Recuse. Você não vai morrer de fome por não participar”, asseverou.

A forte declaração de Caio Modesto expõe as trincheiras teológicas que dividem as lideranças contemporâneas. Enquanto ministérios de perfil mais pragmático e voltados para o público jovem defendem o uso do forró e das comidas de milho como pontes de comunhão e evangelismo, os defensores da ortodoxia enxergam a prática como uma concessão perigosa ao secularismo e à idolatria.

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