O pastor Dario da Conceição teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça paulista após ser detido sob a suspeita de estupro de vulnerável contra a própria sogra.
A prisão ocorreu em 23/06/2026, no município de Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, conforme o boletim oficial da Polícia Civil.
O investigado dividia sua rotina entre o serviço público municipal e a atuação eclesiástica. Ele atuava como pastor em uma comunidade local da Igreja Assembleia de Deus e exercia paralelamente a função de funcionário público na Prefeitura Municipal de Registro.
Dario da Conceição morava na mesma residência que a vítima, uma idosa de 91 anos que vive acamada devido a limitações graves de saúde.
Atuação profissional do investigado e o afastamento do cargo
Após a confirmação da prisão efetuada pelas equipes policiais, a Prefeitura Municipal de Registro confirmou o afastamento do funcionário de suas funções administrativas devido ao não comparecimento ao posto de trabalho. Um familiar do servidor notificou formalmente a chefia sobre a detenção do servidor.
A administração municipal de Registro divulgou uma nota oficial declarando repúdio a qualquer formato de violência e confirmando que colabora com o fornecimento de dados para os trâmites do inquérito penal. O funcionário público agora aguarda as deliberações judiciais sob custódia do Estado.
Transmissão de imagens e posicionamento oficial da igreja
O inquérito policial aponta que o crime foi detectado por familiares por meio de câmeras de monitoramento instaladas no quarto da idosa.
O investigado teria desligado o sistema de internet da residência para interromper o funcionamento dos aparelhos, mas as gravações ficaram salvas em um serviço de nuvem.
O filho do investigado acessou os arquivos armazenados de forma remota, constatou o abuso e entregou o material gravado na delegacia.
A apuração policial investiga se a idosa sofreu agressões em datas anteriores e realiza exames complementares de perícia técnica.
A liderança regional da Assembleia de Deus publicou um comunicado informando que não tinha conhecimento prévio sobre as condutas imputadas a Dario da Conceição.
A instituição manifestou repúdio ao ato e afirmou colaborar com as autoridades de segurança. O caso corre sob segredo de Justiça.
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