Em entrevista concedida ao O Fuxico Gospel, a advogada Thaísa Stetter e o pastor Carlos Eduardo analisaram o recente pronunciamento em vídeo publicado pela pastora Giovana Lovagglio, a respeito de seu ex-marido, Davi Passamani.
No vídeo em questão, a pastora listou uma série de acusações contra Passamani, incluindo condutas adúlteras, uso inadequado de recursos da instituição e uma alegação de tentativa de abuso contra a filha quando menor de idade.
A atuação da liderança da Igreja Casa diante dos fatos e o momento escolhido para a divulgação pública das informações foram os principais pontos debatidos pelos convidados no programa.
Assista:
Histórico de denúncias e reuniões internas
A advogada Thaísa Stetter, que atua na defesa de vítimas de Davi Passamani desde 2019, relatou que a pastora Giovana já tinha conhecimento de parte das acusações contra o ex-marido. Segundo a advogada, as primeiras denúncias formais completaram seis anos.
Stetter afirmou que, no início do processo, a liderança do ministério realizou reuniões internas reunindo as fiéis que faziam as denúncias e o próprio Passamani.
Nessas ocasiões, a narrativa apresentada tratava os episódios sob a ótica de pecado religioso, e não como infração penal.
De acordo com a advogada, essa abordagem interna desestimulou diversas mulheres a prosseguir com as queixas formais perante as autoridades policiais na época.
Disputa de bens
A advogada esclareceu que a pastora Giovana registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher em abril de 2024, período que coincidiu com a decretação da prisão preventiva de Davi Passamani. As alegações envolvendo a filha constavam no documento.
Para os entrevistados, a decisão de publicar as acusações em vídeo em julho de 2026 ocorre em um momento específico, logo após ações judiciais movidas por Passamani contra a igreja envolvendo a divisão de bens da instituição.
Passamani responde a processos na esfera criminal e civil, tendo sido condenado em segunda instância no caso envolvendo uma das vítimas.
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