SALVADOR (BA) — A influenciadora digital e pré-candidata ao cargo de deputada estadual pelo Partido Liberal (PL) na Bahia, Josi Flora, publicou um manifesto factual em suas redes sociais tratando das novas configurações de campanhas de aproximação partidária no estado.
A ativista relatou ter constatado de forma direta a realização de palestras temáticas voltadas ao público feminino evangélico, organizadas e conduzidas por lideranças vinculadas ao Partido dos Trabalhadores (PT), no interior de igrejas evangélicas na Região Metropolitana.
Mudança de Abordagem Estética e Temática em Camaçari
De acordo com o depoimento de Josi Flora, a identificação do ato político ocorreu de maneira fortuita após ser convidada para um painel corporativo em um templo.
Ao chegar ao local das preleções, a influenciadora identificou no púlpito a presença do prefeito de Camaçari e de sua esposa, que exerce mandato de deputada federal, ambos filiados ao PT. “Eles mudaram a abordagem. Não usam mais vermelho. Usam a Bíblia para manipular os fiéis. O PT encontrou uma forma de adentrar às igrejas evangélicas com palestras para mulheres”, asseverou Flora, destacando a ausência da identidade visual tradicional da legenda de esquerda.
Apelo à Vigilância Institucional e Proteção de Famílias
O foco central do pronunciamento da pré-candidata consistiu em uma convocação formal para que as lideranças femininas das igrejas adotem critérios rígidos de triagem antes de cederem os púlpitos — definidos por ela como espaços exclusivos de adoração — para agentes do Executivo e do Legislativo secular.
Flora argumentou que a oferta de programas de proteção e assistência às mulheres cristãs tem sido utilizada como ativo eleitoral para a captação de sufrágios no nicho protestante. “Precisamos manter a vigilância e separar o joio do trigo… Estaremos atentas a cada nova arma que eles utilizarem”, pontuou.
O tensionamento trazido por Josi Flora reflete a importância estratégica do eleitorado evangélico baiano na composição das bases partidárias para o pleito que se aproxima. A denúncia recoloca em debate as fronteiras éticas e legais do uso de templos religiosos para discursos de agentes públicos em períodos pré-eleitorais.
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