Música

Entenda a exigência ousada de Bruna Karla que foi negada pela Justiça na briga milionária com a MK

Juíza em exercício barrou a realização de auditoria contábil solicitada pela defesa da artista; gravadora também foi intimada a corrigir irregularidade em procuração.

Por Izael Nascimento • Publicado em 09/07/2026 às 09h55
Bruna Karla (Reprodução)

A disputa judicial de R$ 2,5 milhões entre a gravadora MK Music e a cantora gospel Bruna Karla teve novos desdobramentos na 34ª Vara Cível da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

As decisões mais recentes do processo concentram-se na definição das fases de provas e na regularização de documentos.

Em decisão proferida no dia 30 de junho de 2026, a juíza em exercício Lorena Reis Bastos Dutra indeferiu o pedido da defesa de Bruna Karla para a realização de uma perícia contábil e técnica.

A artista buscava auditar o número exato de obras gravadas, os respectivos registros e os valores auferidos pela empresa com a exploração econômica.

Contudo, a magistrada fundamentou que a perícia técnica é desnecessária para o deslinde da causa.

De acordo com o despacho, a controvérsia sobre o cumprimento das obrigações contratuais, a incidência de cláusula penal e os danos morais pode ser avaliada integralmente com os documentos anexados e com a prova oral já deferida no saneamento do feito.

Regularização de documentos e segredo de justiça

Antes disso, em 14 de abril de 2026, a mesma julgadora havia intimado a gravadora autora para acostar aos autos uma procuração válida.

O tribunal identificou que o documento inicial da empresa não possuía assinatura, fixando prazo para a juntada de uma procuração eletrônica assinada conforme os padrões da ICP-Brasil.

A ação civil de obrigação de não fazer (processo nº 0878278-03.2025.8.19.0001) tramita em segredo de justiça desde novembro de 2025.

A medida restritiva foi imposta após o vazamento do número de telefone celular pessoal da cantora nos arquivos públicos anexados pelas partes.

O embate começou após Bruna Karla notificar a MK em dezembro de 2024 para encerrar a parceria de anos, alegando cumprimento integral do contrato.

A gravadora contra-atacou na Justiça alegando que a artista descumpriu prazos de entrega de álbuns fonográficos inéditos e aditivos firmados em 2021, exigindo o pagamento da multa rescisória milionária.

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