ABREU E LIMA (PE) — A pastora, escritora e conferencista Helena Raquel gerou ampla repercussão nas redes sociais após proferir uma pregação de forte teor apologético e político-eclesiástico durante o 22º Congresso de Mulheres da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima (IEADALPE).
Em um período marcado pelas tensões do ano eleitoral de 2026, a pregadora fluminense usou o púlpito para rejeitar a vinculação da Igreja a partidos, candidatos ou ideologias temporais.
Defesa Institucional e Rejeição a Rótulos Partidários
Durante sua ministração em Pernambuco, Helena Raquel rebateu críticas externas que acusam as comunidades protestantes brasileiras de cometerem idolatria política.
A pregadora utilizou uma retórica incisiva para desvincular a fé cristã de espectros ideológicos de direita ou esquerda. “A Igreja não é bolsonarista. A Igreja não é lulista, a Igreja não é chavista… A Igreja é de Jesus”, asseverou a pastora.
Histórico de Oração pela Nação e Liberdade de Voto
Para fundamentar sua tese, Helena Raquel resgatou memórias de sua juventude e do início de sua trajetória ministerial na década de 1990, relembrando vigílias e acampamentos onde os fiéis intercediam sistematicamente pelo país, muito antes do atual cenário de polarização digital.
A pastora defendeu o livre-arbítrio dos cidadãos evangélicos na cabine de votação, separando o dever cívico individual da identidade espiritual coletiva. “Voto eu dou pra quem eu quero agora. Joelho dobrado é pela nação”, pontuou a ministra, utilizando a metáfora bíblica dos personagens Elias e Obadias para clamar por respeito mútuo entre diferentes posicionamentos e papéis no Reino.
O posicionamento de Helena Raquel na IEADALPE — que ocorre logo após sua comentada participação no Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora — sinaliza uma tendência de autodefesa por parte de lideranças que buscam proteger a imagem pública da Igreja contra o desgaste gerado pelo partidarismo.
Em um momento de forte escrutínio sobre o abuso do poder religioso, o discurso reforça a tese de que a fé não deve ser instrumentalizada como massa de manobra eleitoral.
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