SÃO PAULO (SP) — O bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus no Brás (AD Brás) e presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (CONAMAD), provocou expressiva repercussão no meio evangélico ao tecer duras críticas à canção “Reacende a Chama”, interpretada pela cantora Sued Silva.
As declarações foram proferidas durante a transmissão do programa de rádio oficial da denominação, no qual o bispo reprovou o teor teológico e o estilo musical da composição.
Críticas à Teologia e Proibição na Congregação
Em seu pronunciamento, Samuel Ferreira adotou um tom incisivo para repreender a disseminação da faixa nas congregações.
“Se a mocidade do Brás começar a cantar essa música, eu mando parar. Esse é o melô do bate-bate. Isso é lixo. Essa música julga os outros […] Pelo frenesi da composição, sem analisar o que estou cantando, era melhor ter nascido surdo. As pessoas gostam do timbre, da balada, e a gente não presta atenção no que se está cantando”, declarou o bispo, orientando os regentes de louvor do seu ministério.
O líder eclesiástico estendeu suas objeções a uma tendência de canções que considera sentimentalistas ou teologicamente inadequadas no meio gospel. Durante a fala, Ferreira relembrou o clássico “Sabor de Mel”, gravado pela cantora Damares, classificando a narrativa de triunfo sobre adversários como nociva à essência cristã e criticando a proliferação do que chamou de “hinos depressivos”.
Repercussão e Filtro Doutrinário nas Igrejas
As observações do bispo Samuel Ferreira somam-se aos movimentos de bispos e pastores presidentes que buscam reestabelecer filtros hinológicos nas ordens de culto.
A manifestação gerou debates entre fiéis que apoiam o rigor doutrinário nos altars e admiradores do trabalho de Sued Silva.
Correções: Encontrou um erro? Fale com a redação: contato@ofuxicogospel.com.br.