BRASÍLIA (DF) — O cenário político do Distrito Federal no início oficial da campanha para as Eleições de 2026 foi marcado por uma troca pública de acusações entre o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), e o desembargador aposentado Sebastião Coelho, candidato ao Senado Federal pelo Partido Novo.
O atrito teve início após a veiculação de um vídeo em que o religioso pediu a união do eleitorado conservador em torno dos nomes indicados formalmente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alerta Sobre Divisão de Votos e Indicação de Candidaturas
No pronunciamento veiculado nas redes sociais, Silas Malafaia convocou a militância do DF a concentrar os votos em Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), postulantes às duas vagas disponíveis para a Câmara Alta.
Malafaia sustentou que a pulverização de votos entre diferentes nomes do mesmo espectro ideológico pode abrir margem para a eleição de um representante do campo progressista.
“Se a direita for dividida, vai eleger alguém da esquerda. Não se engane […] Não adianta alguém chegar dizendo que é da direita se não obedece a orientação”, afirmou o pastor sem citar nomes.
Reação e Defesa da Independência Política
Sebastião Coelho reagiu prontamente por meio de um vídeo nas plataformas digitais, interpretando o alerta como um recado direto ao seu projeto eleitoral.
O ex-magistrado acusou Malafaia de falta de coragem por não citá-lo nominalmente e ressaltou que, embora mantenha alinhamento ideológico com a direita, não se submete a comandos partidários.
“O que você sabe de Brasília, Silas Malafaia? Sou aliado de Jair Bolsonaro, mas não sigo ordens de Jair Bolsonaro […] Você pensa que é o dono da verdade?”, disparou Coelho, relembrando críticas passadas feitas pelo pastor à própria família Bolsonaro.
A controvérsia esquenta o debate eleitoral e coloca em xeque a capacidade de pacificação das forças conservadoras na capital. As informações sobre prazos, regras e logística para o pleito podem ser acompanhadas nos portais e canais oficiais da Justiça Eleitoral.
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