SÃO PAULO (SP) — A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) atravessa um período de reformulação em suas diretrizes internas e na sua relação com o restante do movimento evangélico.
Sob a atual administração eclesiástica, a instituição passou a flexibilizar normas históricas ao abrir seus púlpitos para a recepção de pastores, cantores e pregadores oriundos de outros ministérios, encerrando um ciclo de isolamento institucional que perdurou por décadas.
O histórico do regimento interno e restrições severas
Durante grande parte de sua história, o Regulamento Interno da IPDA impunha uma postura estrita de separação em relação a outras correntes evangélicas.
Os membros da congregação eram orientados a não frequentar cultos de outras denominações e a evitar eventos eclesiásticos externos.
O descumprimento das regras por ocupantes de cargos locais resultava na aplicação de disciplinas administrativas, como o afastamento temporário das funções ministeriais e a perda de comunhão — medida popularmente conhecida como ficar de “banco”.
Transição liderada por Davi Miranda Neto e nova fase
A condução da denominação passa por transformações graduais impulsionadas por Davi Miranda Neto, neto do fundador da igreja, o saudoso missionário Davi Miranda.
As mudanças abrangem a modernização da linguagem institucional, a atualização das estratégias de comunicação digital e a revisão da postura diante do ecossistema protestante.
O recebimento de preletores de outras denominações no altar principal da sede mundial será exclusivamente para a Conferência Jovem 2026, mas já sinaliza uma maior maturidade no diálogo interdenominacional, mantendo o foco na pregação bíblica e superando antigos estigmas sobre diferenças de usos e costumes.
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