Jeremiah Azu cruzou a linha de chegada dos 100 metros em 10,16 segundos.
O tempo garantiu ao velocista britânico a medalha de prata no Campeonato Europeu de Atletismo de 2026, disputado em Birmingham.
À frente dele ficou Romell Glave, também da Grã-Bretanha, com 10,09. O alemão Owen Ansah completou o pódio em 10,19.
Para Azu, a conquista acrescentou um novo capítulo a uma trajetória em que esporte e fé cristã aparecem frequentemente lado a lado.
Atleta cresceu em uma família pastoral
Azu nasceu em Roterdã, nos Países Baixos, e cresceu no País de Gales.
Seu pai, Alex, é pastor em Cardiff. O velocista contou em entrevistas que a igreja e a fé faziam parte da rotina familiar desde a infância.
Ele se tornou o primeiro galês a correr os 100 metros abaixo dos dez segundos em condições de vento reconhecidas oficialmente.
Também conquistou bronze no revezamento 4 por 100 metros nos Jogos Olímpicos de Paris e títulos internacionais nos 60 metros em pista coberta.
Faixa religiosa provocou advertência
Em setembro de 2025, durante o Mundial de Atletismo em Tóquio, Azu competiu com uma faixa na cabeça que trazia a frase “100% Jesus”.
A mensagem chamou atenção, mas também entrou em conflito com as regras da World Athletics.
O regulamento restringe slogans religiosos e políticos em roupas e acessórios usados durante a competição.
A entidade informou que lembraria a delegação britânica sobre as normas e as possíveis consequências caso o acessório fosse usado novamente.
Não houve punição esportiva formal naquela ocasião.
Prata veio depois de uma temporada irregular
O resultado em Birmingham teve peso adicional porque Azu vinha de uma temporada com altos e baixos.
Ele havia terminado em quarto no Mundial Indoor e em quinto nos Jogos da Commonwealth.
Na final europeia de 11 de agosto, correu contra vento de 0,4 metro por segundo e garantiu a segunda colocação.
Os resultados e os tempos são registrados pela World Athletics.
Fé aparece até na rotina da igreja
Depois da prova, Azu brincou diante das câmeras que precisaria cancelar a reunião do grupo de jovens da igreja no dia seguinte.
A frase, feita em tom descontraído, mostrou que o vínculo com a comunidade religiosa continuava presente mesmo depois de uma final continental.
Em entrevistas anteriores, o atleta afirmou enxergar o talento como um presente de Deus e o esporte como uma oportunidade de testemunhar sua fé.
A medalha não encerra o debate sobre mensagens religiosas em competições. Ela mostra que, mesmo obrigado a seguir as regras de vestuário, Azu continua falando de suas convicções fora da pista.
Talento, fé e novas trajetórias
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Fontes: resultados oficiais da World Athletics, cobertura da BBC Sport e perfil da Premier Christianity.