Histórias de Fé

Velocista advertido por usar faixa ‘100% Jesus’ volta às pistas e conquista prata nos 100 metros do Europeu

Jeremiah Azu correu a final em 10,16 segundos, terminou atrás apenas de Romell Glave e voltou a relacionar sua trajetória esportiva à fé cristã.

Por Pr. Bruno Valadão • Publicado em 25/08/2026 às 20h10 • Atualizado em 25/08/2026 às 08h47
Jeremiah Azu durante prova de atletismo no Campeonato Europeu de 2022
Jeremiah Azu durante o Campeonato Europeu de Atletismo de 2022, em Munique. Foto: Sandro Halank/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0); recorte realizado.

Jeremiah Azu cruzou a linha de chegada dos 100 metros em 10,16 segundos.

O tempo garantiu ao velocista britânico a medalha de prata no Campeonato Europeu de Atletismo de 2026, disputado em Birmingham.

À frente dele ficou Romell Glave, também da Grã-Bretanha, com 10,09. O alemão Owen Ansah completou o pódio em 10,19.

Para Azu, a conquista acrescentou um novo capítulo a uma trajetória em que esporte e fé cristã aparecem frequentemente lado a lado.

Atleta cresceu em uma família pastoral

Azu nasceu em Roterdã, nos Países Baixos, e cresceu no País de Gales.

Seu pai, Alex, é pastor em Cardiff. O velocista contou em entrevistas que a igreja e a fé faziam parte da rotina familiar desde a infância.

Ele se tornou o primeiro galês a correr os 100 metros abaixo dos dez segundos em condições de vento reconhecidas oficialmente.

Também conquistou bronze no revezamento 4 por 100 metros nos Jogos Olímpicos de Paris e títulos internacionais nos 60 metros em pista coberta.

Faixa religiosa provocou advertência

Em setembro de 2025, durante o Mundial de Atletismo em Tóquio, Azu competiu com uma faixa na cabeça que trazia a frase “100% Jesus”.

A mensagem chamou atenção, mas também entrou em conflito com as regras da World Athletics.

O regulamento restringe slogans religiosos e políticos em roupas e acessórios usados durante a competição.

A entidade informou que lembraria a delegação britânica sobre as normas e as possíveis consequências caso o acessório fosse usado novamente.

Não houve punição esportiva formal naquela ocasião.

Prata veio depois de uma temporada irregular

O resultado em Birmingham teve peso adicional porque Azu vinha de uma temporada com altos e baixos.

Ele havia terminado em quarto no Mundial Indoor e em quinto nos Jogos da Commonwealth.

Na final europeia de 11 de agosto, correu contra vento de 0,4 metro por segundo e garantiu a segunda colocação.

Os resultados e os tempos são registrados pela World Athletics.

Fé aparece até na rotina da igreja

Depois da prova, Azu brincou diante das câmeras que precisaria cancelar a reunião do grupo de jovens da igreja no dia seguinte.

A frase, feita em tom descontraído, mostrou que o vínculo com a comunidade religiosa continuava presente mesmo depois de uma final continental.

Em entrevistas anteriores, o atleta afirmou enxergar o talento como um presente de Deus e o esporte como uma oportunidade de testemunhar sua fé.

A medalha não encerra o debate sobre mensagens religiosas em competições. Ela mostra que, mesmo obrigado a seguir as regras de vestuário, Azu continua falando de suas convicções fora da pista.

Talento, fé e novas trajetórias

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Fontes: resultados oficiais da World Athletics, cobertura da BBC Sport e perfil da Premier Christianity.



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