Antes de receber o resultado que a transformou na campeã do Estrela da Casa, Thainá Gonçalves conheceu uma rotina bem distante da televisão. Ela fez bicos como camareira em um hotel cinco estrelas, trabalhou como recepcionista, vendedora e atendente de telemarketing.
A música existia desde a infância, mas só virou profissão depois dos 30 anos. Em outubro de 2025, aos 33, a cantora deixou o reality da TV Globo com um prêmio de aproximadamente R$ 1,1 milhão e um contrato para desenvolver a carreira.
Do hotel aos primeiros trabalhos como cantora
Thainá começou a cantar na igreja aos 3 anos e, aos 14, já liderava grupos de louvor. Durante muito tempo, porém, o talento não significou renda suficiente para sustentar a família.
O perfil publicado pelo Gshow informa que ela deixou os bicos de camareira e recepcionista quando passou a receber convites para cantar profissionalmente.
Os primeiros palcos não seguiam um roteiro previsível. Thainá cantou em casamentos, igrejas e até em velórios. Também participou como backing vocal de uma gravação do rapper Filipe Ret e apareceu no Domingão com Huck.
O sonho começou a ser tratado como profissão aos 30
Casada e mãe de três filhos, ela afirma que só começou a cantar profissionalmente aos 30 anos, depois de receber o convite de uma amiga. A oportunidade fez com que um talento antigo finalmente passasse a ser encarado como carreira.
A trajetória também foi atravessada pelo bullying. Thainá contou que cresceu reunindo características que a tornavam alvo de ataques: era negra, gorda e pobre. Na vida adulta, passou a falar publicamente sobre autoestima e sobre o processo de aprender a não odiar o próprio corpo.
Quando entrou no reality, levou essa história para um ambiente de grande exposição. Em vez de esconder os trabalhos anteriores, apresentou-os como parte do caminho percorrido até a televisão.
Prêmio tem destino ligado aos filhos
Na final, Thainá superou Daniel Sobral, Hanii e Juceir Jr. A entrevista divulgada pela Globo registra que ela pretende investir na carreira, multiplicar o valor recebido e direcionar parte do prêmio para a educação dos filhos e para os próprios estudos.
A cantora também manifestou o desejo de estudar Fonoaudiologia. O plano mostra que a vitória não foi tratada apenas como chegada, mas como capital para construir uma fase mais estável.
A história se aproxima da trajetória de Robinson Monteiro, que chegou à televisão depois de ter um CD recusado por uma rádio. Nos dois casos, um programa de talentos ampliou uma carreira que já era construída longe das câmeras.
Entre o uniforme de camareira e o palco da final, não houve um salto instantâneo. Houve trabalho, família, bicos e uma decisão tomada aos 30 anos: dar ao antigo sonho a chance de se tornar profissão.