Pastor

Processo cita outro caso com ex-funcionária e relato sobre alcoolismo de pastor Arival

Documento apresentado no processo relata possível episódio anterior e atribui à superior da reclamante informação sobre problemas do pastor com alcoolismo.

Por Izael Nascimento • Publicado em 10/09/2026 às 15h06 • Atualizado em 10/09/2026 às 15h27
Pastor Arival Dias Cassimiro
Pastor Arival Dias Cassimiro

O processo trabalhista envolvendo o pastor Arival Dias Casimiro, liderança da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, contém um relato sobre um possível episódio anterior com outra ex-funcionária da instituição.

O Fuxico Gospel analisou os autos do processo nº 1000824-81.2025.5.02.0034. A informação aparece em uma queixa administrativa apresentada pela mulher que posteriormente levou suas próprias acusações à Justiça do Trabalho.

É o mesmo processo revelado pelo Fuxico Gospel na reportagem sobre a ação que terminou em acordo de R$ 106 mil, sem julgamento de mérito sobre a acusação de assédio.

Superior teria contado sobre caso anterior

Segundo a reclamante, depois de receber mensagens que considerava inapropriadas, ela procurou sua superior imediata e mostrou o conteúdo das conversas.

Na queixa anexada ao processo, a mulher afirma que, durante essa conversa, sua superior lhe disse que Arival enfrentaria problemas com alcoolismo e relacionou essa situação à ocorrência de episódios semelhantes.

Trecho do documento
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Essa informação sobre alcoolismo é uma alegação registrada pela reclamante a partir do que ela afirma ter ouvido de sua superior. Os autos analisados pelo Fuxico Gospel não apresentam laudo médico, declaração de Arival ou decisão judicial que confirme essa condição.

Na sequência do mesmo relato, a reclamante afirma que sua superior também teria contado que “algo parecido” já havia ocorrido anteriormente com outra ex-funcionária.

Trecho do documento
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Outra ex-funcionária teria recebido mensagens

De acordo com a queixa administrativa, essa outra mulher teria recebido mensagens inapropriadas atribuídas ao pastor e também optado por deixar o trabalho.

A referência não aparece apenas uma vez. Na petição inicial, os advogados da reclamante afirmaram que ela decidiu formalizar sua queixa à Igreja Presbiteriana de Pinheiros justamente depois de saber que episódios semelhantes já teriam ocorrido no passado.

Em outro ponto da ação, a defesa da trabalhadora voltou ao assunto e afirmou que, conforme documento anexado aos autos, aquela não seria a primeira ocorrência do tipo envolvendo uma funcionária.

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