SÃO PAULO (SP) — O pastor Alexandre Maciel dos Santos, dirigente da Igreja Pentecostal Cristo para as Nações situada no bairro do Brás, em São Paulo, tornou-se o centro de uma intensa polêmica nas redes sociais após fazer declarações controversas durante a participação em um podcast.
Na entrevista, o religioso questionou diagnósticos médicos de autismo, sugerindo que parte dos comportamentos atípicos infantis também poderiam está associada a influências espirituais malignas e possessões.
Questionamento de diagnósticos, desenhos animados e fundo espiritual
Durante sua fala, o pastor afirmou que muitas famílias acabam superprotegendo os filhos sem perceber que há raízes espirituais por trás de certas atitudes.
“Mas nem todo o autismo é autismo. Isso porque às vezes a gente começa a viver muito em função da criança e a gente não percebe que ali tem um fundo espiritual. E tem muitas crianças também que possessas, acabam se fazendo e dominando os pais”, declarou Maciel.
O religioso também recomendou que os pais retirem os filhos do contato com determinados desenhos animados, roupas e brinquedos, alegando que objetos cotidianos poderiam estar ligados a consagrações ocultas.
Comparando práticas contemporâneas a cultos antigos, o pastor afirmou que há influências demoníacas atuando na infância. “Você tem que identificar. Às vezes a criança começa a usar muita roupa […] de um desenho animado, e ela começa a ter sinais diferentes dentro da casa. É preciso se policiar. Você não sabe a quem foi sacrificado”, pontuou.
Alertas sobre o Dia das Crianças, festividades e riscos de envenenamento
Aproveitando a proximidade do mês de outubro e das comemorações do dia 12, o pastor direcionou conselhos aos pais a respeito do consumo de doces e guloseimas distribuídas em datas festivas, como celebrações associadas a Cosme e Damião. Segundo ele, sua esposa sempre orientou os filhos a não aceitarem alimentos na rua sem oração prévia.
Além do aspecto estritamente espiritual, Maciel alertou para perigos materiais e maldade humana, citando episódios passados de circulação de doces adulterados. “Hoje em dia a gente tem um fundo de inveja tão maligno que as pessoas podem pôr veneno. Nós temos casos de gente que está envenenando […] se você puxar, tem bombom envenenado que foi dado”, afirmou o pastor.
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