SÃO PAULO (SP) — Uma declaração polêmica atribuída ao missionário Miguel Oliveira gerou forte repercussão e intenso debate nas redes sociais.
Durante participação em um podcast, o religioso afirmou categoricamente que figuras identificadas como profetas possuiriam não apenas a prerrogativa de abençoar, mas também o poder de proferir maldições contra pessoas, ilustrando sua tese com um episódio envolvendo o apóstolo Valdemiro Santiago e um apresentador de televisão falecido.
O Trecho viralizado, o caso do apresentador e a ausência de comprovação
No corte da entrevista que circulou amplamente nas plataformas digitais, Miguel Oliveira relatou um suposto embate entre Valdemiro Santiago e um comunicador televisivo famoso pelo bordão “corta pra mim” — menção associada por internautas ao jornalista Marcelo Rezende, falecido em 2017.
Segundo o missionário, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus teria lançado uma praga após críticas públicas, resultando no desenvolvimento de um câncer e no óbito do profissional.
“Ele falava assim: ‘corta pra mim’. De tanto ele bater no apóstolo Valdemiro, o apóstolo um dia se dignou, foi pra TV e disse: ‘A mão de Deus te pesa. Hoje você está amaldiçoado’. E sabe o que aconteceu, pastor? Pegou um câncer e morreu”, afirmou Miguel durante o programa.
Especialistas e internautas ressaltaram que o vídeo não apresenta qualquer embasamento científico ou comprovação jurídica de nexo causal entre a declaração proferida e o quadro clínico do apresentador.
A repercussão política e as críticas severas de Adrilles Jorge
A fala motivou reações indignadas de personalidades públicas. O vereador por São Paulo e candidato a deputado federal Adrilles Jorge posicionou-se de forma veementemente contrária às declarações do missionário, acusando-o de distorcer os fundamentos da doutrina cristã e de promover discursos de ódio sob o pretexto de religiosidade.
“Este garoto continua no péssimo caminho. Um cristão que amaldiçoa e deseja o mal pra quem quer que seja não é cristão. Lançar maldição é coisa de gente ruim. Atribuir a Deus uma maldição que se deseja pessoalmente é deturpar o cristianismo”, pontuou Adrilles, qualificando a atribuição de tais poderes a líderes religiosos como uma prática alinhada a posturas maldosas e distantes da misericórdia pregada pelo Evangelho.
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