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Isaías Saad detona estratégia do PT: “chamar de fascista não dá voto a Lula”

Cantor gospel utilizou suas redes sociais para criticar a estratégia do campo progressista no segundo turno e defender o acesso à informação

Por Caio Rangel • Publicado em 09/10/2026 às 10h34
Isaias Saad, cantor gospel brasileiro
O cantor gospel Isaias Saad em retrato.

SÃO PAULO (SP) — O cantor gospel Isaías Saad, um dos principais nomes da música cristã contemporânea e intérprete de sucessos consagrados como ‘Ousado Amor’, ‘Bondade de Deus’ e ‘Enche-me’, utilizou suas plataformas digitais para tecer duras críticas à estratégia adotada por setores da esquerda na tentativa de reverter a vantagem do candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Palácio do Planalto no segundo turno das Eleições 2026.

Em um vídeo de ampla repercussão na internet, o músico argumentou que a tentativa de associar eleitores de direita aos conceitos de fascismo e nazismo perdeu eficácia no cenário político atual.

Segundo o artista, a narrativa funcionou em pleitos passados devido à centralização da informação, mas o avanço e a pulverização dos meios digitais permitiram que a população fundamentasse suas opiniões em dados e estatísticas concretas.

“Essa falácia e essa narrativa funcionou aí de 2018 a 2022, porque ali as pessoas não tinham discernimento […] Com a democratização e com a pulverização das informações, isso gerou um problema muito grande para a esquerda. E o que você viu nesses últimos anos acontecendo? A censura”, pontuou o cantor, criticando tentativas de controle sobre conteúdos veiculados nas redes sociais.

Análise de alianças externas, cláusulas pétreas e apelo por honestidade intelectual

Durante sua explanação, Isaías Saad rebateu as acusações de que a democracia estaria sob risco em um eventual governo oposicionista, citando as garantias constitucionais e as chamadas cláusulas pétreas que protegem os direitos individuais dos cidadãos.

O cantor também questionou o alinhamento histórico do atual governo com lideranças internacionais de perfil autoritário, contrapondo os argumentos utilizados pela campanha petista.

“A esquerda não vai conseguir virar voto pro Lula fundamentando toda a campanha do vira voto em medo. Porque hoje as pessoas, como eu disse nesse vídeo inteiro, têm acesso à informação […] Em vez de virar voto pra eles, estão virando pro Flávio Bolsonaro”, alertou o artista, finalizando com um apelo para que os apoiadores do projeto petista adotem uma postura transparente e baseada em debates de propostas reais.

As declarações do cantor continuam gerando intensos debates entre eleitores e formadores de opinião nas redes sociais.

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