AMERICANA (SP) — Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, foi morta a facadas durante a comemoração do aniversário de 15 anos de seu filho, no domingo (11), em Americana, no interior de São Paulo.
O ex-companheiro da vítima, Jonata de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso em flagrante por feminicídio. Ele foi identificado pela imprensa regional como pastor itinerante.
O crime aconteceu durante uma reunião familiar no bairro Riviera Tamborlim, na região da Praia dos Namorados. Segundo informações do registro policial divulgadas pelo UOL, o homem teria atacado Jeane após uma discussão.
A vítima foi atingida por sete golpes de faca, quatro deles na região do tórax. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu aos ferimentos.
Crime aconteceu durante aniversário do filho
De acordo com o Jornal TodoDia, Jeane e Jonata mantiveram um relacionamento de aproximadamente 16 anos e tiveram dois filhos, de 15 e oito anos.
A família estava reunida para comemorar o aniversário do filho mais velho quando aconteceu o ataque.
Conforme o registro policial citado pelo UOL, a discussão teria ocorrido por ciúmes. Essa circunstância faz parte das informações iniciais da investigação e não constitui justificativa para o crime.
Após o ataque, pessoas que estavam na comemoração contiveram o suspeito e acionaram a Polícia Militar.
Jonata foi levado à delegacia e autuado em flagrante por feminicídio. Não havia confirmação, nas informações consultadas, sobre eventual decisão judicial posterior à prisão.
Jeane tinha medida protetiva contra o ex-companheiro
O histórico de violência doméstica é um dos principais elementos do caso.
Segundo o Jornal TodoDia, Jeane havia registrado ocorrências anteriores envolvendo Jonata. Em junho de 2026, ele chegou a ser preso por suspeita de lesão corporal contra a então companheira.
O veículo informou que o homem foi posteriormente absolvido naquele processo por insuficiência de provas.
Apesar da absolvição, Jeane possuía medidas protetivas concedidas pela Justiça, que continuavam em vigor, segundo as informações divulgadas sobre a investigação.
O casal estava separado desde a prisão anterior, de acordo com a reportagem.
A documentação consultada não permite esclarecer quais restrições específicas estavam estabelecidas na medida protetiva nem se houve outros episódios de descumprimento.
Suspeito atuava como pastor itinerante
O Jornal TodoDia também informou que Jonata passou a atuar como pastor itinerante após deixar a prisão anterior, realizando pregações em diferentes igrejas.
A informação sobre sua atividade religiosa foi igualmente mencionada pelo Portal de Americana.
As reportagens, entretanto, não estabeleceram quais instituições mantinham vínculo formal com ele na data do crime.
A condição de pastor itinerante, atribuída ao suspeito pela imprensa regional, não significa necessariamente que ele integrasse o corpo pastoral de uma denominação específica.
O crime segue sob investigação. Até o momento, as informações disponíveis confirmam a prisão em flagrante, mas não uma condenação pelo feminicídio.
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