SÃO PAULO (SP) — O pastor e líder religioso Edir Vinagre, presidente da Assembleia de Deus Vila Bela, em São Paulo, voltou a gerar forte repercussão e intenso debate nas redes sociais.
Conhecido por abertos posicionamentos de viés conservador e político, o pastor utilizou seu espaço devocional para criticar a aprovação da escala de trabalho 5×2 no Senado Federal, ocorrida na última quarta-feira (14), defendendo que o modelo tradicional de seis dias de labor é uma ordenança de caráter divino.
O devocional, a alusão a Gênesis e as críticas ao posicionamento da esquerda
Em um vídeo publicado em suas plataformas digitais, o religioso argumentou que as discussões em torno da redução da jornada semanal desconsideram preceitos bíblicos relacionados ao esforço humano e à criação.
Segundo o pastor, a tentativa de modificar o modelo atual representaria uma interferência indevida em princípios estabelecidos pelas Escrituras.
“Quem estabeleceu a escala seis por um foi Deus. Eu tava aqui pensando no meu devocional hoje, né? Lembrando que Deus disse ‘seis dias trabalharás, e no sétimo descansarei’. Interessante que quem estabeleceu a escala seis por um foi Deus. O homem sempre tentando desfazer o que Deus faz”, declarou o líder assembleiano durante a gravação.
Citando passagens veterotestamentárias que exortam ao trabalho — como o exemplo da formiga — e o suor do rosto decorrente da saída do Éden, o pastor direcionou críticas ao campo progressista, acusando-o de incentivar a ociosidade: “A Bíblia diz ‘Vai ter com a formiga, preguiçoso’. É tempo de trabalhar, meu irmão. Com o suor do teu rosto comerás o teu pão. Desde que o homem saiu do Éden, ele está sujeito ao trabalho. Essa esquerda só tende a sustentar quem não quer trabalhar. Que Deus te abençoe. Seis por um é divino. Fora isso, é humano”.
Repercussão nas redes sociais e o debate trabalhista
A declaração de Edir Vinagre dividiu opiniões na internet, acumulando centenas de comentários entre internautas que apoiaram sua visão sobre a ética do trabalho e críticos que apontaram a precarização das relações laborais e os impactos na saúde mental e física dos trabalhadores com a manutenção da escala 6×1.
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