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Pastor Marcos Pereira reitera apoio à reeleição de Lula e destaca afinidade com projetos sociais

Fundador da ADUD utilizou as redes sociais para declarar publicamente seu voto no candidato à reeleição

Por Caio Rangel • Publicado em 19/10/2026 às 09h22
Pastor Marcos Pereira prega segurando um microfone e uma Bíblia durante culto realizado em templo evangélico.
Pastor Marcos Pereira durante ministração em culto evangélico. (Foto: Reprodução)

RIO DE JANEIRO (RJ) — O pastor Marcos Pereira, líder e fundador da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), voltou a movimentar o cenário político evangélico nesta segunda-feira (19), ao publicar um novo vídeo nas redes sociais declarando abertamente seu voto e apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial.

O trabalho com ex-detentos, passagens bíblicas e a justificativa do voto

Conhecido nacionalmente pelo intenso trabalho de evangelização e ressocialização de detentos e pessoas marginalizadas pelo sistema prisional, o pastor fundamentou sua escolha político-partidária nas ações de cunho social promovidas pelas administrações petistas, traçando um paralelo direto entre sua atuação ministerial e as diretrizes governamentais.

“Muitas pessoas me perguntam se eu apoio Lula. Está aí minha resposta. Apoio o presidente Lula por causa dos projetos sociais do seu governo. Acredito na ressocialização de todo ser humano, sem acepção de pessoas”, escreveu o líder religioso na legenda da publicação.

No vídeo gravado para os seguidores, o pastor detalhou seu histórico político e utilizou referências bíblicas do Antigo e do Novo Testamento para sustentar sua posição de acolhimento aos apenados e de oposição ao modelo defendido pela oposição.

“Eu, pastor Marcos Pereira, nasci em 1956. Passei um pedaço da ditadura e os demais do governo. Hoje eu quero deixar bem claro que desde o primeiro mandato do presidente Lula, eu sempre apoiei o presidente Lula. Sempre fui a favor das obras sociais. Eu, pastor Marcos Pereira, faço o trabalho semelhante ao que o Lula faz, que é cuidar de pessoas que saem do submundo do crime”, afirmou.

Críticas ao alinhamento internacional e distanciamento da oposição

Apesar de reconhecer laços pessoais com figuras do campo conservador, o líder da ADUD fez questão de traçar uma linha divisória clara entre suas amizades e suas convicções políticas e econômicas, criticando o modelo de soberania externa associado ao espectro político rival.

“O candidato da direita é meu amigo. Sinceramente, eu não tenho nada contra Jair Messias Bolsonaro, mas os ideais dele pra enclausurar e entregar a sua nação na mão dos americanos, eu não apoio, eu apoio Lula”, concluiu o pastor.

A manifestação segue gerando forte repercussão e debates acalorados entre internautas e lideranças religiosas nas plataformas digitais.

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