Política

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos”: dispara Malafaia após carta de Flávio

Líder religioso desabafou em grupos de mensagens após o candidato derrotado divulgar carta com alegações sem provas sobre o pleito

Por Caio Rangel • Publicado em 29/10/2026 às 10h41
Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro aparecem juntos em fotografia ao ar livre, usando ternos e gravatas em frente a um edifício público.
Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro aparecem juntos em registro fotográfico realizado em ambiente externo, ambos vestidos com trajes sociais.

RIO DE JANEIRO (RJ) — As estruturas de aliança no campo conservador registraram uma forte abalo nesta quarta-feira (28).

O pastor Silas Malafaia, um dos principais articuladores do segmento evangélico no país, disparou duras críticas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em mensagens enviadas a aliados via WhatsApp.

A reação do líder religioso ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmar sua saída do Brasil rumo aos Estados Unidos e divulgar uma carta autoproclamando-se o “verdadeiro presidente eleito”, sob alegações não comprovadas de irregularidades nas urnas.

Críticas severas, erros estratégicos e isolamento nos EUA

As mensagens, reveladas pela imprensa e veiculadas em bastidores políticos, expõem a insatisfação de Malafaia com a condução e com as recentes declarações da família Bolsonaro após a derrota no segundo turno diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, criticou o pastor no aplicativo de mensagens.

Em outro trecho do desabafo, o líder religioso mencionou o distanciamento de lideranças internacionais, como o ex-presidente americano Donald Trump, em relação à permanência do senador em solo norte-americano: “[Donald] Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”, disparou.

O impacto do rompimento no cenário evangélico

Embora Malafaia tenha gravado mensagens de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral, a postura adotada pelo parlamentar no pós-pleito — marcada pela saída do país em meio a ordens de entrega de passaporte expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — acabou culminando na quebra de alinhamento com o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

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