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Justiça condena pastor a 45 anos por crime sexual contra filhas adotivas, diz a sentença

Investigações do Núcleo de Investigações Especiais (Niesp) apontam que as vítimas sofreram abuso sexual dos 7  aos 14 anos

Por Caio Rangel • Publicado em 28/02/2025 às 08h57 • Atualizado em 29/10/2025 às 17h44
Pastor preso por estuprar as filhas (Reprodução)

A Justiça condenou um pastor de 79 anos a 45 anos de prisão por crime sexual contra vulnerável praticado contra suas filhas gêmeas adotivas. A pena recebeu acréscimo de 2 meses e 6 dias pela ameaça de morte às vítimas, conforme consta da sentença proferida pelo juiz Anderson Passo.

Segundo a decisão judicial e os autos do inquérito, a vítima que primeiro rompeu o silêncio levou o caso às autoridades no ano passado; desde então o réu estava em prisão preventiva e agora passa a cumprir a pena definida na condenação. A decisão é passível de recurso nas instâncias superiores.

De acordo com o Núcleo de Investigações Especiais (Niesp), os abusos ocorreram dos 7 aos 14 anos das meninas. A apuração indica que os crimes tiveram início quando a família residia em Itaquaquecetuba (SP) — cidade onde o pastor viveu por décadas, constituiu família e teve três filhos. Após a morte da primeira esposa, ele se casou com a mãe das vítimas.

Os últimos atos criminosos foram situados pelos investigadores em maio de 2020, quando as vítimas já tinham 14 anos. Em momento posterior, o pastor deixou o estado e permaneceu fora do alcance das autoridades até ser localizado e preso em Amaraji (PE), numa ação da Polícia Civil de Alagoas.

Nos depoimentos inseridos no processo, o réu confessou os crimes, tentando atribuir às adolescentes influência sobre sua conduta — versão que foi rejeitada pela Justiça à luz das provas colhidas e da condição de vulnerabilidade das vítimas.

O conjunto de fatos foi enquadrado pela Justiça como crime sexual contra vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, que protege pessoas menores de 14 anos, independentemente de consentimento. A sentença menciona ainda a ameaça às vítimas, o que resultou no acréscimo de 2 meses e 6 dias à pena total.

A condenação considera elementos como relatos das vítimas, laudos e informações oficiais reunidos ao longo da investigação. Pela natureza do delito e pela proteção à intimidade, nomes e dados que possam identificar as vítimas não são divulgados.

Segundo a polícia, o mandado de prisão foi cumprido sem resistência em Amaraji (PE). O pastor estava foragido e foi localizado após diligências ligadas ao inquérito conduzido pelo Niesp. Com a sentença publicada, o condenado permanece recolhido.
A Defesa do réu não foi localizada até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

O Fuxico Gospel procurou a Defesa do condenado e mantém o espaço aberto para manifestação das partes mencionadas nesta reportagem. As informações acima têm base em documentos oficiais, decisão judicial, declarações de autoridades e dados fornecidos pela polícia e pelo Niesp.

Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@ofuxicogospel.com.br.

Se você souber de situações de violência sexual ou abuso contra crianças e adolescentes, procure o Conselho Tutelar mais próximo, acione o Disque 100 (Direitos Humanos), a Polícia Militar (190) ou registre ocorrência na Polícia Civil. Em casos de risco imediato, ligue 190.


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