Pastor

Após 9 anos, pastor que matou fiéis por saírem da igreja é condenado

Uma disputa interna na igreja do pastor Edimar da Silva Brito foi a motivação dos crimes ocorridos em 19 de janeiro de 2016

Por Caio Rangel • Publicado em 20/03/2025 às 08h40
Ex-pastor Edimar da Silva Brito (Reprodução)

Nove anos após o crime, o ex-pastor Edimar da Silva Brito foi condenado a 32 anos de prisão em regime fechado pela morte da pastora e professora universitária Marcilene Oliveira Sampaio e de sua prima, Ana Cristina Santos Sampaio. O duplo homicídio ocorreu em janeiro de 2016, em Vitória da Conquista, Bahia.

O Tribunal do Júri de Vitória da Conquista proferiu a sentença. A defesa impetrou habeas corpus para anular a sentença, porém, o recurso está pendente de decisão da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Uma disputa na igreja liderada pelo pastor Edimar da Silva Brito motivou o crime. Marcilene Oliveira Sampaio, outrora uma de suas principais líderes, rompeu com o ex-pastor para fundar um novo templo, levando consigo parte da congregação.

Segundo o processo, a recusa de Edimar em aceitar a dissidência e a perda de seguidores teria motivado o crime.

“O réu não aceitava a dissidência religiosa e a perda de fiéis que migraram para o novo templo fundado pelas vítimas”, destacou a juíza Ivana Pinto Luz na sentença.

A ocorrência do delito aconteceu na noite de 19 de janeiro de 2016, numa estrada perto de Barra do Choça, no sudoeste da Bahia.

Em março de 2025, após mais de dez horas de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a acusação do Ministério Público, condenando Edimar por homicídio qualificado, considerando a premeditação e a crueldade do crime.

A sentença condenatória fixou em 32 anos de prisão, em regime fechado, a pena total: 16 anos por cada homicídio.

Os dois anos, cinco meses e vinte dias já cumpridos serão abatidos da sentença, mantendo-se, no entanto, o regime fechado estabelecido pela Justiça.



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