A Polícia Militar cumpriu, na noite de sábado (12), um mandado de prisão contra um homem de 50 anos que atuava como líder religioso em Saltinho, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. A detenção aconteceu em frente ao templo onde ele realizaria um culto, no centro da cidade, pouco antes do início da reunião. Fiéis que chegavam ao local presenciaram a ação.
De acordo com informações repassadas pela PM e divulgadas pelo portal CampoErê.Com, o mandado foi expedido pela Comarca de Maravilha e está relacionado a uma condenação anterior por estupro de vulnerável. Segundo a corporação, a sentença já transitou em julgado e prevê pena de nove anos de reclusão.
A Polícia Militar informou que identificou o homem durante uma abordagem de rotina e, após confirmar a ordem judicial, efetuou a prisão sem registro de resistência.
O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro. A lei define como vulnerável qualquer pessoa menor de 14 anos, independentemente de consentimento, e prevê pena que pode ir de 8 a 15 anos de prisão. Em situações em que há relação de confiança, autoridade ou influência — como no caso de líderes religiosos, professores ou responsáveis — o caso costuma ser tratado com ainda mais rigor pelas autoridades.
Moradores ouvidos na cidade relataram que o homem continuava atuando normalmente na comunidade mesmo após a condenação, até o cumprimento do mandado de prisão. A Polícia Militar afirmou que o procedimento ocorreu de forma pacífica.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre para qual unidade prisional o detido foi encaminhado. A PM citou como possibilidades a unidade de São José do Cedro ou o presídio de Maravilha, que atendem à região. O nome do condenado não foi divulgado.
O caso tem repercussão local por envolver alguém que exercia posição de liderança religiosa e prestígio comunitário. Autoridades afirmam que situações desse tipo reforçam a necessidade de checagem de antecedentes de pessoas que atuam em contato frequente com menores e outros grupos vulneráveis.
O Fuxico Gospel buscou informações junto à Polícia Militar e ao Judiciário da Comarca de Maravilha. Até o momento, a identidade do detido não foi oficializada publicamente, e não há manifestação de defesa constituída nos autos consultados. O espaço permanece aberto para posicionamento das partes citadas. Informações desta reportagem têm como base dados oficiais repassados pela PM e pelo portal CampoErê.Com.