Pastor

“Não é demônio, é hormônio”: Cláudio Duarte relata tentação em elevador

O pastor ainda reforçou que sentir desejo é uma reação natural do corpo humano, especialmente entre homens, e que não há pecado nisso

Por Caio Rangel • Publicado em 19/05/2025 às 12h16
Pastor Claudio Duarte
Pastor Claudio Duarte

Durante uma ministração voltada exclusivamente ao público masculino, o pastor Cláudio Duarte voltou a chamar atenção com seu estilo irreverente ao compartilhar um episódio de tentação vivenciado por ele. Em tom bem-humorado, Duarte descreveu o momento em que entrou em um elevador acompanhado de uma mulher que, segundo ele, era “muito bonita”, o que provocou risos imediatos da plateia.

“Tem umas mulheres que passam perto de nós, não tem? Falei ‘Senhor… Sangue de Jesus’. Eu entrei com a mulher no elevador e fechei o olho. Falei ‘Senhor, o que é isso, Senhor? De quem é essa dona? O cara deu uma sorte desgraçada”, disse, arrancando gargalhadas do público.

Apesar do tom descontraído, o pastor utilizou a situação para tratar de um tema sério: a necessidade de reconhecer e lidar com as tentações de forma madura.

“Eu sou homem, rapaz. Você é homem! Para de palhaçada. ‘Ah, pastor, é o demônio’. Não é demônio, é hormônio. É que parece o nome”, afirmou, utilizando uma linguagem acessível para conectar-se ao público presente.

Cláudio Duarte ainda reforçou que sentir desejo é uma reação natural do corpo humano, especialmente entre homens, e que não há pecado nisso quando se age com equilíbrio e dentro dos princípios bíblicos.

“Esse dia um garoto falou comigo ‘Pastor, não posso ver uma mulher que eu fico doido. Você ora por mim?”, contou o pastor que se recusou a orar, sugerindo que tal impulso era uma reação natural da fisiologia masculina.

Ao concluir sua ministração, Duarte incentivou os homens a valorizarem o casamento e manterem a chama conjugal acesa. “Eu tenho que segurar na mão de Deus, sair de um culto como esse, ir para a sua casa, chega lá e logo já pega a mulher, lasca um beijo de língua. Para de [bitoca]. Parece passarinho com fome. Tá tocando uma mula na carroça?”, disse, em tom de brincadeira.

As declarações geraram grande repercussão nas redes sociais, tanto de apoio quanto de crítica. Em uma publicação da página Assembleianos de Valor, uma internauta demonstrou preocupação com o conteúdo e a forma da abordagem: “É preciso cuidado ao compartilhar esse tipo de relato em público. O púlpito deve ser um espaço de edificação, não de exposição que possa gerar escândalo ou constrangimento”, opinou.

Ela ainda ressaltou que o ambiente de culto é frequentado por pessoas de diferentes perfis e idades, e que a forma como certos temas são tratados pode, em vez de ensinar, acabar confundindo. “A sinceridade é importante, mas precisa vir acompanhada de sabedoria e discernimento”, concluiu.



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