O cantor gospel Sergio Lopes provocou burburinho nas redes sociais ao repostar, ne noite deste domingo (22) , um vídeo de 2015 em que o pastor Caio Fábio antecipa um possível confronto armado entre Irã e Israel.
No registro, o líder religioso denuncia o avanço do programa nuclear iraniano e a meta de “riscar Israel do mapa” – cenário que, segundo Lopes, “se materializa diante dos nossos olhos”.
Para o cantor, Caio Fábio domina como poucos os bastidores do Oriente Médio. Ele aproveitou a publicação para criticar as “profetadas” que infestam as redes: previsões apocalípticas que viralizam, mas nunca se cumprem, expondo o que chama de “falsos profetas itinerantes”.
Na contramão, diz ele, o pastor – embora relegado por parte da mídia evangélica – agora vê suas advertências confirmadas pelos fatos.
Lopes também deixou um recado direto aos seus seguidores: quem se sentir incomodado pode sair e voltar quando quiser, pois “as portas permanecem abertas”. Já os que ficarem, ele convoca a “coragem” de compartilhar o conteúdo. “Nada há de condenável aqui”, arrematou, defendendo que o vídeo pode agregar conhecimento a quem reservar alguns minutos para assisti-lo.
Além de reavivar discussões teológicas, a postagem de Sergio Lopes ocorre em um momento de intensa escalada entre Israel e Irã. Desde meados de junho, Israel intensificou ataques a instalações nucleares e militares iranianas — como as bases de Fordow, Natanz e Esfahan — contando com apoio logístico dos EUA.
Em retaliação, o Irã lançou centenas de mísseis e drones, inclusive atingindo hospitais como o Soroka Medical Center em Beersheba
A região permanece à beira de uma guerra ampliada, com bloqueios estratégicos no Estreito de Hormuz e tensões diplomáticas em crescimento entre grandes potências.
A tensão entre Irã e Israel atingiu níveis alarmantes nos últimos dias, com trocas diretas de ataques militares e ameaças públicas. Israel, com o respaldo estratégico dos Estados Unidos, realizou bombardeios contra instalações nucleares iranianas, enquanto Teerã respondeu com uma ofensiva massiva de drones e mísseis, incluindo alvos civis e hospitais.
O Estreito de Hormuz, ponto crucial para o comércio de petróleo mundial, entrou no centro do conflito, com o Irã ameaçando bloqueá-lo. Analistas já falam em risco real de uma guerra regional de grandes proporções, envolvendo potências globais e colocando o Oriente Médio em estado de alerta permanente.