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Pregador diz ter sido processado por Patrícia Ramos, mas influenciadora desmente: “Nunca vi esse cara”

Após declarações polêmicas, Patrícia Ramos desmente o pregador Thalles Lima e nega que tenha movido processo contra ele.

Por Izael Nascimento • Publicado em 24/06/2025 às 13h57
Pregador Thalles e Patricia Ramos - @Reprodução
Pregador Thalles e Patricia Ramos - @Reprodução

O pregador evangélico Thalles Lima causou polêmica nas redes sociais ao afirmar publicamente que estaria sendo processado pela influenciadora e apresentadora da Globo, Patrícia Ramos, após ter feito críticas à postura dela em um programa de televisão. A declaração gerou repercussão entre seguidores e influenciadores do meio evangélico, mas foi desmentida pela própria Patrícia, que garantiu não ter movido nenhum processo judicial contra o religioso.

Em vídeo publicado em seu Instagram, Thalles alegou que estaria sendo alvo de um processo judicial movido por Patrícia Ramos. Ele justificou a suposta ação como uma tentativa de silenciá-lo por utilizar trechos da Bíblia em suas críticas. “Eu estou sendo processado por essa influenciadora digital. Tá bom? Nesse vídeo que está fixado no meu perfil. Então não é uma causa minha, é uma causa da igreja”, afirmou.

No entanto, o documento anexado por Thalles em sua publicação oficial se trata, na verdade, de uma notificação extrajudicial enviada pela agência Nonstop Produções S.A., responsável pela carreira de Patrícia Ramos. O texto não configura um processo judicial, tampouco uma ação movida diretamente pela influenciadora. Trata-se de uma medida comum no meio jurídico, que visa solicitar retratação ou esclarecimentos antes de qualquer decisão de recorrer à Justiça.

A notificação aponta que Thalles utilizou, em seus conteúdos, trechos de um vídeo de Patrícia Ramos onde ela comenta sobre a fé cristã, expondo o que considerou críticas veladas ao comportamento de fiéis evangélicos. No vídeo exibido pela apresentadora, ela critica a forma como algumas pessoas utilizam a religião para julgar o comportamento de outros. “Jesus só tá em você enquanto você não posta foto de biquíni? Ouviu pagode? Jesus pega a malinha dele na hora, entendeu?”, ironizou.

A resposta de Thalles à fala da apresentadora incluiu afirmações bíblicas como: “Nosso corpo é templo do Espírito Santo”, além de trechos que condenam práticas como tatuagem, roupas curtas e exposição corporal. Segundo a notificação, a fala do pastor teria violado direitos de imagem e exposto Patrícia indevidamente, porém, o documento não contém qualquer pedido de indenização judicial ou abertura de processo na Justiça.

Patrícia Ramos nega ter movido processo e desmente pastor

Diante da repercussão, Patrícia Ramos publicou um vídeo em seus próprios perfis nas redes sociais negando qualquer ação judicial contra o pregador. “Falaram que eu processei um cara que eu nunca vi na minha vida. Na verdade, ele falou que eu estava processando ele. Isso nunca aconteceu. E pior, um monte de gente acreditou”, declarou.

A fala direta de Patrícia desmonta a alegação de Thalles e joga luz sobre o uso incorreto de termos jurídicos em meio a disputas públicas de opinião. A confusão entre “notificação extrajudicial” e “processo judicial” é comum, mas tem efeitos diferentes: enquanto a notificação é apenas uma advertência formal, o processo envolve tramitação judicial com possibilidade de condenação e penalidades legais.

Entenda a diferença: notificação não é processo

Especialistas em direito apontam que a notificação extrajudicial é frequentemente usada como tentativa de resolução de conflitos antes que a parte prejudicada recorra ao Poder Judiciário. Ela não tem efeito punitivo imediato e não constitui processo judicial, ao contrário do que alegou o pregador.

Em casos como este, é essencial que figuras públicas e influenciadores tenham cautela ao divulgar esse tipo de informação, especialmente quando envolvem terceiros. A repercussão indevida pode configurar, inclusive, uso indevido de imagem ou mesmo causar danos morais — algo que, até o momento, não está sendo alegado judicialmente por Patrícia Ramos.



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