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Justiça da Flórida ouve Marcus Grubert em audiência no Condado de Osceola; defesa permanece em silêncio e juíza avalia manter ordem protetiva

Segundo relatos apresentados em entrevista ao O Fuxico Gospel e confirmados por participantes da sessão, Marcus Grubert compareceu à audiência desta segunda-feira (14.jul.) em Osceola, Flórida (EUA)

Por Izael Nascimento • Publicado em 15/07/2025 às 08h01 • Atualizado em 29/10/2025 às 18h15
Heloisa Rosa e Marcus Grubert - @Reprodução
Heloisa Rosa e Marcus Grubert - @Reprodução

A audiência começou por volta das 9h e se estendeu até cerca de 18h. De acordo com relatos colhidos pela reportagem, Marcus Grubert entrou e saiu da sala sem responder a perguntas e optou por não testemunhar.

Chamou atenção a ausência de familiares ou amigos do réu: a esposa, Heloísa Rosa; o pai, Irineu Grubert; a mãe; o irmão; e demais pessoas próximas não compareceram. Também não foram apresentadas testemunhas de caráter em favor de Grubert durante a sessão.

A pauta principal envolveu a renovação/manutenção de medida protetiva que impede aproximação do réu em relação à criança e à família. A decisão da juíza sobre esse ponto, segundo a organização da audiência, está prevista para quinta-feira (17). Advogados da família da vítima afirmam que o resultado pode influenciar a reabertura da ação penal.

Oitiva da criança e críticas ao procedimento

Foram ouvidas sete testemunhas presenciais e três remotas. A criança prestou depoimento sob supervisão do tribunal. Conforme avaliação de Ana Lázaro, presidente da Hope & Justice Foundation, o interrogatório foi excessivamente hostil, com pressão acima do adequado para esse tipo de oitiva, o que, na visão da entidade, fere boas práticas de proteção psicológica de vítimas infantis.

Além da vítima, Haline Sampaio, mãe da criança, falou por mais de duas horas, respondendo às indagações da acusação e da defesa. Psicólogas que acompanham o caso relataram convicção técnica sobre a ocorrência do abuso. Um detetive do Department of Children and Families (DCF) da Flórida corroborou elementos já constantes do dossiê.

Defesa fragilizada e silêncio público da família

A ausência de testemunhas de defesa e de familiares na sala de audiência foi ressaltada por participantes. Em declarações à reportagem, Ana Lázaro considerou “incomum” não haver, ao menos, uma pessoa para atestar conduta pregressa do réu.

Heloísa Rosa não esteve presente; em datas próximas à audiência, ela não comentou publicamente o caso. Segundo a Hope & Justice Foundation, há recomendação do DCF para que Grubert não tenha contato com crianças sem supervisão, inclusive com os próprios filhos. A entidade afirma ter acionado as autoridades por suposto descumprimento dessa orientação em momento anterior, o que gerou nova denúncia administrativa.

Até a publicação deste texto, Marcus Grubert e sua defesa não responderam aos pedidos de posicionamento encaminhados pela reportagem.

Contexto jurídico e próximos passos

O processo em Osceola apura acusação de abuso sexual contra criança de 5 anos, com trâmite no sistema de Justiça da Flórida. A audiência desta segunda (14.jul.) tratou de questões cautelares (ordem protetiva) e de elementos de prova já integrados ao caso.

A manutenção de medida protetiva não equivale a condenação, mas pode delimitar condutas do réu (distanciamento, restrições de contato, comunicação e deslocamento), enquanto o Ministério Público local avalia retomar ou prosseguir com a ação penal. A defesa tem direito ao contraditório, podendo requerer exclusão de provas, novas perícias e oitivas complementares.

No Brasil, novas denúncias de vítimas adultas foram relatadas à imprensa e, quando formalizadas, seguem fluxos próprios (registro policial, análise do Ministério Público e decisões judiciais). Eventuais desdobramentos internacionais dependem de cooperação jurídica entre países.

O O Fuxico Gospel procurou a defesa de Marcus Grubert, Heloísa Rosa e familiares do réu; o espaço permanece aberto para manifestação das partes citadas.

As informações acima têm base em declarações públicas de participantes da audiência, relatos coletados pela reportagem e documentos do caso acessíveis às partes. Solicitações de correção ou direito de resposta podem ser enviadas para contato@ofuxicogospel.com.br.

Se você tiver conhecimento de violência sexual contra crianças e adolescentes, acione o Disque 100 (Direitos Humanos), a Polícia Militar (190) em emergências e registre ocorrência na Polícia Civil.

Crianças e responsáveis podem buscar apoio psicossocial e orientação jurídica em CREAS/CRAS, Defensorias e Ministério Público.

Assista a entrevsita:



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