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Waguinho defende altos cachês de cantores gospel pagos por prefeituras

Cantor justifica os cachês dizendo que os evangélicos pagam impostos e que o dinheiro destinado à cultura tem uso específico

Por Caio Rangel • Publicado em 29/07/2025 às 10h06
Cantor Waguinho (Reprodução)

O cantor e pastor Waguinho gerou debate nas redes sociais ao comentar os altos cachês recebidos por artistas gospel em eventos promovidos por prefeituras. A declaração foi feita durante sua participação em um podcast recente e dividiu opiniões entre internautas.

Ao ser questionado sobre os valores considerados “astronômicos” cobrados por alguns cantores evangélicos em apresentações financiadas com verba pública, Waguinho não apenas defendeu a prática como também fez uma comparação direta com a música secular. Segundo ele, os artistas cristãos estão sendo desvalorizados.

“Um cantor gospel ganha menos que um secular de terceira linha”

Durante a conversa, o pastor afirmou que os valores pagos ao chamado “primeiro escalão” do gospel ainda são inferiores aos cachês de artistas seculares menos conhecidos. “Em média, um cantor gospel de primeira prateleira recebe R$ 150 mil. Já um artista da terceira prateleira do sertanejo, do funk ou do pagode fatura de R$ 200 mil a R$ 300 mil”, apontou.

Verba pública e impostos: a defesa de Waguinho

Waguinho também alegou que os evangélicos, como qualquer outro cidadão, pagam impostos, e que os recursos usados em eventos culturais não podem ser realocados para áreas como saúde ou educação.

De pagodeiro a pastor: a trajetória de Waguinho

Ex-vocalista do grupo de pagode “Os Morenos”, que fez sucesso nos anos 90, Waguinho se converteu ao Evangelho e passou a integrar a Assembleia de Deus dos Últimos Dias, liderada pelo pastor Marcos Pereira. Mais tarde, transferiu-se para a ADVEC, presidida por Silas Malafaia, onde atualmente exerce o ministério pastoral.

Cachês evangélicos na mira da opinião pública

O tema dos valores pagos a cantores e pregadores evangélicos com verba de prefeituras tem sido alvo constante de críticas e debates online. Nomes populares como Deive Leonardo e Camila Barros são apontados por estipularem cachês entre R$ 90 mil e R$ 290 mil por eventos que duram cerca de uma hora e meia. A discussão sobre o uso de recursos públicos para eventos religiosos continua dividindo opiniões dentro e fora do meio cristão.

 

 



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