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Pastor flagrado de calcinha é servidor do TJGO e recebe salário de quase R$ 40 mil

Religioso afirma que vestimenta fazia parte de investigação pessoal e denuncia tentativa de extorsão

Por Caio Rangel • Publicado em 14/08/2025 às 08h05
Pastor Eduardo Costa (Reprodução)

O bispo evangélico Eduardo Costa, que recentemente viralizou ao ser filmado vestindo calcinha e peruca loira em Goiânia (GO), mantém vínculo com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) há 44 anos.

Levantamento do site Metrópoles aponta que ele ocupa o cargo de analista judiciário no órgão. Somente em julho de 2025, o religioso recebeu R$ 39 mil de vencimentos brutos, resultando em R$ 28.807,71 líquidos após descontos. No mês anterior, o valor bruto ultrapassou os R$ 40 mil.

Em maio deste ano, Eduardo celebrou nas redes sociais a longa trajetória no serviço público, publicando: “Uma história. Um legado… Parabéns pra mim. 44 anos de lutas e conquistas”.

Atuação religiosa e artística

Além da carreira no TJGO, Eduardo Costa é conhecido como bispo e líder religioso, reunindo cerca de 1,6 mil seguidores em seu perfil privado no Instagram, onde se apresenta como “Poder e milagres – pastor”.

Ele também atua como cantor gospel e apresentador de programas evangélicos. Entre suas produções musicais, destaca-se a canção “Barrabás”, disponível em seu canal no YouTube e que já soma mais de 63 mil visualizações desde o lançamento, há cerca de um ano.

O caso que viralizou

O vídeo que gerou repercussão mostra Eduardo Costa caminhando próximo a um bar em Goiânia, usando uma calcinha e uma peruca loira. As imagens se espalharam rapidamente nas redes sociais, provocando comentários, piadas e especulações sobre a motivação para tal vestimenta.

Após a polêmica, o bispo gravou um vídeo ao lado da esposa, a missionária Valquíria Costa, para apresentar sua versão. Ele afirmou que o uso das roupas fazia parte de uma “investigação pessoal” para localizar um endereço.

Segundo o relato, a gravação foi feita sem o seu consentimento e usada como tentativa de extorsão. O responsável pelas imagens teria exigido pagamento até o meio-dia de 11 de agosto para evitar a divulgação do conteúdo, mas o pastor recusou. Eduardo reforçou que a esposa tinha conhecimento da investigação, embora não soubesse de todos os detalhes.



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