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Malafaia provoca Moraes em culto: “Já digitalizou meus esboços?”

Pastor criticou apreensão de seus cadernos de pregação durante operação da PF

Por Caio Rangel • Publicado em 22/08/2025 às 08h40 • Atualizado em 22/08/2025 às 08h42
Malafaia (Reprodução)

Na noite desta quinta-feira (21), durante o culto na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), o pastor Silas Malafaia voltou a se pronunciar após ter sido alvo de mandado da Polícia Federal. Em tom firme, ele ironizou críticas sobre áudios divulgados de sua conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, nos quais usou palavras de baixo calão.

“Vai cuidar da sua vida! O que o vazamento trouxe? A minha integridade e honestidade de falar o que penso. Artigo 5, inciso 10: é inviolável o sigilo das pessoas”, declarou o pastor diante da congregação.

Malafaia também criticou a decisão judicial que determinou a apreensão de seu passaporte. Segundo ele, não havia qualquer indício de tentativa de fuga que justificasse a medida.
“Covardia da perseguição e da maldade. Apreendem meu passaporte, mas eu não estou indiciado, apenas investigado. Como é que prendem o passaporte de um líder religioso respeitado?”, questionou.

O pastor contou ainda que a PF recolheu seus cadernos de pregações. Em tom irônico, disse que o material não poderia servir de prova contra ele:
“O ministro já digitalizou os cadernos? Me devolve. Será que tem alguma questão teológica que eu queira dar um golpe? Talvez sirva para alguém da PF aceitar a Cristo”, afirmou.

Malafaia negou qualquer envolvimento com os processos que investigam Jair e Eduardo Bolsonaro. Para ele, o ministro Alexandre de Moraes teria mirado a pessoa errada:
“Eu não tenho medo de ser preso, não tenho medo de nada disso. Com todos os meus defeitos e limitações, eu sou um ungido de Deus. Ele escolheu o cara errado para tocar. Em nome de Jesus, esse homem vai ser julgado pelas leis do país e pelas leis de Deus, e ele vai cair.”

O líder da Advec encerrou seu pronunciamento manifestando preocupação de que a investigação contra ele se transforme em perseguição à fé cristã no Brasil.
“Temo que essa perseguição política se torne perseguição religiosa, como acontece em outros países”, disse.



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