O pastor, professor e teólogo Sezar Cavalcante se posicionou sobre a polêmica envolvendo a participação de personalidades cristãs em eventos promovidos por não crentes ou pessoas com outra orientação sexual. Para ele, não há qualquer razão para rejeitar esses convites.
“Não vejo problema e não tem que ter critério nenhum. A igreja é um clube muito preocupado com a sua própria honra, mas o nosso Salvador nunca teve essa preocupação. Ele era conhecido como amigo das prostitutas, amigo dos pecadores”, declarou.
A declaração veio após a repercussão em torno da cantora Cassiane, que teria recusado um convite do influenciador Lucas Guedes para cantar em sua festa de 30 anos. A decisão levantou suspeitas de que a negativa estivesse relacionada ao fato de Lucas ser homossexual, o que reacendeu o debate sobre a postura de artistas evangélicos diante de convites vindos de pessoas fora do meio cristão.
Sezar compartilhou que já recebeu convites para pregar em ambientes pouco comuns para líderes religiosos:
“Ah, me chamaram para pregar no aniversário de um cara que é no baile funk. Ué, põe meu nome aí. Agora, eu vou pregar com isonomia, para pregar o evangelho. Se eu tiver liberdade para pregar o que penso, seja no aniversário de quem seja, põe meu nome aí.”
Para o pastor, o problema não está no local ou em quem organiza o evento, mas no propósito de quem aceita o convite.
Segundo Sezar Cavalcante, muitos líderes deixam escapar oportunidades de evangelizar porque estão excessivamente preocupados com a própria reputação e imagem pública. Ele ressalta, no entanto, que há uma diferença clara entre usar essas ocasiões como oportunidade espiritual e aceitá-las apenas em busca de visibilidade.
“A pessoa é homossexual e vê que você é homem de Deus e te chama para um evento para pregar o evangelho, você tem que ver isso como uma oportunidade de evangelismo, de alcançar pessoas, de fazer a diferença naquele lugar. Agora, se é pra gerar like, que não vá mesmo. Agora, se é pra cantar e falar do evangelho, que se dane o cancelamento.”