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Sérgio Lopes critica influência estrangeira e defende composições nacionais no gospel

Cantor afirmou que ministérios de louvor viraram “covers” de artistas estrangeiros e deixaram de criar suas próprias canções

Por Caio Rangel • Publicado em 15/09/2025 às 08h57
Sérgio Lopes (Reprodução)

O cantor gospel Sérgio Lopes, conhecido como o “poeta” da música cristã, fez um alerta sobre os rumos da música evangélica no Brasil. Em entrevista recente a um podcast, o artista relembrou momentos marcantes de sua trajetória e expressou preocupação com a atual predominância de versões de canções internacionais no cenário nacional.

Segundo ele, o mercado norte-americano tem exercido forte influência sobre a música gospel brasileira, e muitos ministérios de louvor se tornaram “covers” de compositores estrangeiros que lucram com as visualizações no YouTube, enquanto a produção local perde espaço e identidade. “Estamos consumindo músicas feitas em outra realidade social, mas com técnica viral”, pontuou.

Sérgio Lopes defendeu que as igrejas voltem a compor suas próprias canções, como acontecia em décadas anteriores. Ele citou como exemplo o sucesso “Rompendo em Fé”, lançado pela Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul em 1998, e lembrou também o movimento da Comunidade de Nilópolis, que marcou época ao produzir repertório próprio.

O cantor destacou que esse resgate deve começar pelos compositores, incentivando-os a criar em parceria com músicos e cantores locais, apresentar as composições nas igrejas e, caso sejam bem recebidas, gravá-las em estúdio. Para ele, esse processo pode revitalizar a identidade da música gospel brasileira e reconectar as produções com a realidade do público.

Lopes elogiou ainda nomes nacionais que mantêm a originalidade em suas composições, como João Alexandre, Asaph Borba, Thalles Roberto e Edson Feitosa. Segundo ele, a igreja brasileira não pode se render à dependência de canções estrangeiras e precisa “ressuscitar a música do nosso sangue”, valorizando letras e arranjos que expressem a vivência e a espiritualidade do povo brasileiro.

O cantor lembrou também exemplos de compositores que marcaram época, como Livingston Farias, Anderson Freire, Silas Furtado, Moisés Cleyton e Elizeu Gomes, sendo este, autor de sucessos gravados por nomes como Cristina Mel, Eyshila, Lauriete, Shirley Carvalhaes, Elaine de Jesus, entre outros

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