Política

Otoni de Paula desmente Michelle Bolsonaro e desmascara narrativa “mentirosa e oportunista”

Em vídeo, o deputado federal e pastor afirma que Michelle Bolsonaro erra ao afirmar que teve culto doméstico cerceado e pede para que a igreja não entre em narrativas políticas.

Por Izael Nascimento • Publicado em 17/09/2025 às 08h32
Michelle Bolsonaro e Otoni de Paula - @Reprodução
Michelle Bolsonaro e Otoni de Paula - @Reprodução

Deputado federal pelo MDB do Rio de Janeiro e pastor da Assembleia de Deus Missão e Vida, Otoni de Paula publicou um vídeo em que rebate a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A declaração dela foi feita durante um culto na Adalpha Church, em São Paulo, no último domingo (7), quando disse estar impossibilitada de realizar cultos domésticos devido às restrições impostas pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No vídeo, Otoni de Paula contesta a versão apresentada por Michelle, chamando a tese de “falaciosa, mentirosa e oportunista”. Ele afirma que não há qualquer determinação judicial que a impeça de realizar cultos em sua própria casa.

“Primeiro, o ministro Alexandre de Moraes não proibiu a irmã Michelle Bolsonaro de fazer culto dentro da casa dela. Ela pode cantar hinos ao Senhor, evangelizar o esposo dela e até chamar as pessoas que trabalham na casa. O que não pode é levar pessoas de fora, porque a residência virou prisão preventiva do ex-presidente”, disse o parlamentar.

Pastor critica narrativa de perseguição religiosa

Otoni de Paula enfatizou que não está defendendo o Supremo Tribunal Federal, mas a verdade. Ele lembrou que também já sofreu busca e apreensão ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, além de ficar dois anos sem acesso às redes sociais.

“Eu não estou aqui defendendo o ministro, porque eu sofri. A Polícia Federal esteve na minha casa, mas nunca considerei aquilo perseguição religiosa. Estou defendendo a verdade e protegendo a igreja”, declarou.

Segundo o deputado, líderes religiosos não podem transformar disputas políticas em pauta espiritual, sob risco de expor igrejas a problemas reais com a fiscalização estatal.

“Essa guerra é política, não é religiosa. Sabe o que é perseguição religiosa? É a Receita Federal entrando nas igrejas, auditando ofertas e missionários. Qual empresa ou cidadão que passa por um pente fino da Receita e não encontra problema? Nossas igrejas, aí sim, terão problemas. É isso que queremos?”, questionou.

Otoni pede que Michelle deixe a igreja fora da polarização

O parlamentar também fez um apelo direto a Michelle Bolsonaro para que retire o tema da fé evangélica das disputas político-ideológicas.

“Por favor, irmã Michelle, deixe a igreja de fora disso. Ela já sofreu demais com esta polarização. Nós não fomos chamados para polarizar, mas para pregar o ministério da conciliação”, afirmou.

Antigo aliado de Jair Bolsonaro, Otoni de Paula se define hoje como ex-bolsonarista e diz ser uma das poucas vozes a se contrapor a lideranças como o pastor Silas Malafaia, que também defendem a tese de perseguição religiosa.

“Eu sou a única voz dissonante nesse meio. Não quero que levem a igreja para essa vala comum. Essa narrativa é interesseira e apenas política”, completou.

Com isso, o deputado reforça sua posição crítica dentro do segmento evangélico, pedindo discernimento entre questões de fé e disputas partidárias.

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