O ex-pastor evangélico Felipe Heiderich relatou ter sido alvo, junto com o namorado, de um violento ataque homofóbico dentro do prédio onde moravam, na cidade de São Paulo. Segundo ele, um vizinho tentou invadir o apartamento do casal aos gritos, proferindo ofensas e ameaçando agredir e matar seu companheiro. O caso ocorreu na semana passada e expôs um episódio de intolerância que abalou profundamente os dois.
Em um relato emocionado, Felipe contou que o agressor passou a gritar insultos homofóbicos em voz alta, para que todos do prédio ouvissem, e chegou a ameaçar matar seu companheiro. “Ele começou a gritar bem alto para todo mundo: ‘viadinho pau no c*’. Tentou invadir nosso apartamento para espancar meu namorado e gritava que iria jogá-lo pela varanda”, disse o ex-pastor.
O episódio aconteceu um dia antes do aniversário do ex-pastor e deixou o casal em estado de choque. Após o ataque, eles registraram um boletim de ocorrência. Segundo ele, seu namorado ficou extremamente abalado e passou a receber acompanhamento psicológico, apresentando dificuldades até mesmo para sair de casa.
Desde então, os dois decidiram se mudar do local por não se sentirem seguros. Fellipe afirmou que, durante a confusão, a síndica do prédio teria minimizado a situação e defendido o agressor. “A gente está bem abalado, vamos nos mudar do apartamento. A síndica disse que isso era ‘brincadeirinha de criança’”, relatou.
Felipe Heiderich assumiu publicamente ser homossexual em 2021, após um período de grande repercussão na mídia por conta da separação de sua ex-esposa, a pastora Bianca Toledo. Desde então, ele tem se posicionado abertamente sobre a importância da aceitação, do respeito à diversidade e da fé como espaço de acolhimento, não de exclusão.
Para ele, o episódio evidencia o quanto a homofobia ainda representa uma ameaça real, mesmo em ambientes privados e supostamente seguros como condomínios. “Não é só sobre mim, é sobre o medo que muitos casais LGBTQIA+ vivem todos os dias simplesmente por existirem”, destacou Fellipe, ao pedir que casos como o seu sejam denunciados e não naturalizados.

