Política

De Nikolas a Oseias de Madureira: o apoio evangélico a Bolsonaro após diagnóstico de câncer

Deputado e pastor Oseias de Madureira destacou que “a última palavra é de Deus”, enquanto líderes como Nikolas Ferreira e Sóstenes Cavalcante reforçaram orações pelo ex-presidente

Por Izael Nascimento • Publicado em 18/09/2025 às 10h41
Nikolas Ferreira e Oseias de Madureira - @Reproduça2o
Nikolas Ferreira e Oseias de Madureira - @Reproduça2o

O diagnóstico de câncer de pele do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gerou forte reação entre políticos evangélicos aliados, que usaram as redes sociais para manifestar solidariedade e conclamar orações por sua recuperação. O caso foi revelado após exames no Hospital DF Star, em Brasília, que confirmaram a presença de carcinoma de células escamosas em duas lesões retiradas no braço e no tórax.

Segundo o médico Cláudio Birolini, responsável pelo atendimento, as lesões foram removidas em caráter curativo, o que descarta a necessidade de quimioterapia. Bolsonaro seguirá em acompanhamento clínico periódico. O ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu alta médica nesta quarta-feira (17), após crise de soluços, vômito e queda de pressão.

Oseias de Madureira: “Nenhuma enfermidade é maior que o poder de Deus”

Entre as mensagens de apoio, a mais longa e enfática veio do deputado estadual e pastor Oseias de Madureira (PSD-SP). Em publicação no Instagram, ele destacou a fé como sustento para enfrentar adversidades e usou citações bíblicas para reforçar sua mensagem de esperança.

“Nas adversidades precisamos sempre colocar os nossos olhos em Deus, pois a última palavra é DELE. Cremos que nenhuma enfermidade é maior que o poder de Deus, que continua sendo o Médico dos médicos, capaz de renovar as forças, restaurar a saúde e trazer paz ao coração”, escreveu.

O parlamentar citou ainda o versículo “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer” para afirmar que o diagnóstico será superado “com vitória e testemunho de vida”. Em tom de oração, finalizou: “Estamos juntos, crendo que essa enfermidade será vencida e que em breve veremos Jair Messias Bolsonaro plenamente restaurado. Cremos no poder da oração. Força Presidente!”.

A manifestação de Oseias repercutiu entre seus seguidores e reforçou o discurso de fé que une grande parte da base evangélica do ex-presidente.

Outras manifestações de apoio

O pastor e deputado estadual Júnior Tércio (PL-PE) também publicou uma mensagem de solidariedade. Ele compartilhou informações médicas sobre o caso e convocou os fiéis a manterem Bolsonaro em suas orações.

“Nosso capitão Jair Bolsonaro recebeu alta nesta quarta (17) após internação no Hospital DF Star. Exames confirmaram duas lesões de carcinoma de células escamosas in situ. Segundo o médico Cláudio Birolini, as lesões foram retiradas e não exigem tratamento adicional, apenas acompanhamento clínico periódico. É nossa obrigação continuar em oração pelo nosso capitão, para que sua saúde seja plenamente restabelecida”, escreveu Tércio.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ligado à Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), foi direto em sua mensagem no X (antigo Twitter):

“Força Presidente! Deus é contigo!”.

Já o também deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes da bancada bolsonarista, relacionou o diagnóstico de câncer a outras adversidades enfrentadas por Bolsonaro nos últimos anos:

“Bolsonaro está com câncer de pele. A facada, a prisão e a perseguição têm um objetivo muito claro…”.

A publicação do parlamentar foi amplamente compartilhada por apoiadores.

Saúde como argumento político

O diagnóstico reacendeu também um debate paralelo: a saúde de Bolsonaro vem sendo citada por aliados como argumento para que o STF mantenha a pena do ex-presidente em regime domiciliar. Condenado recentemente a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, ele cumpre prisão em casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Interlocutores do ex-presidente afirmam que seu estado físico frágil e o histórico de crises médicas seriam incompatíveis com a permanência em presídios como o Complexo da Papuda, em Brasília. A defesa prepara recursos para reforçar esse ponto.

Enquanto isso, lideranças evangélicas seguem mobilizando suas bases em torno de orações e manifestações públicas de apoio, transformando o episódio de saúde em mais um elemento de conexão com a militância que permanece fiel a Bolsonaro.



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