A repercussão da fala da pastora e vereadora por São Paulo Sandra Alves, que disse que vai orar a Deus para começar a cobrar por pregações, gerou reação de líderes e fiéis nas redes sociais.
Entre os que se manifestaram está o pastor Samuel J. Marques, presidente da Assembleia de Deus Brás em Itapevi (SP), que respondeu de forma direta à discussão.
Nos comentários de uma publicação sobre o caso, o pastor afirmou:
“Eu nunca cobrei pra pregar”, escreveu o líder, recebendo centenas de curtidas e elogios de seguidores.
A resposta do pastor foi vista como uma indireta “elegante”, ressaltando uma postura de serviço voluntário no ministério, em contraste com a fala de Sandra Alves, que afirmou que “vai pedir direção a Deus” para começar a “pregar por agenda” e que “no ano que vem sua agenda vai ter preço e valor”.

A fala que gerou debate
Durante uma live recente, a pastora Sandra Alves, que é vereadora por São Paulo e recebe um salário de R$ 26 mil, afirmou que vai buscar orientação divina sobre começar a cobrar por ministrações.
Ela fez o desabafo ao comentar uma campanha que promovia a arrecadação de 1.000 cestas básicas como parte de uma ação social de aniversário.
“Vou pedir essa direção para Cristo… E se Deus me liberar, eu vou começar a pregar. O ano que vem minha agenda vai ter preço e valor”, disse a pastora durante a transmissão.
A fala rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando forte debate entre fiéis e líderes do meio gospel. Alguns defenderam a legitimidade de remuneração por agendas, enquanto outros consideraram inadequado o tom da declaração.
Repercussão entre líderes evangélicos
A resposta do pastor Samuel J. Marques, que possui milhares de seguidores e é conhecido por defender princípios tradicionais de ministério, foi amplamente elogiada.
Nos comentários, internautas destacaram sua coerência e simplicidade:
“Deus sempre te sustentou, e o pão nunca se apartou da tua mesa”, escreveu uma seguidora.
Outro usuário acrescentou: “És visionário, pastor.”
A fala também reacendeu uma discussão recorrente dentro das igrejas evangélicas: deve o pregador cobrar para ministrar?.