Após um ano de afastamento, o pastor Tony Evans, fundador da megaigreja Oak Cliff Bible Fellowship (OCBF), em Dallas (EUA), foi oficialmente restaurado ao ministério. A congregação, com cerca de 11 mil membros, anunciou que Evans concluiu com sucesso um processo disciplinar de 12 meses, embora não reassuma nenhuma função de liderança ou cargo pastoral dentro da igreja.
O comunicado foi feito durante o culto de domingo (5) pelo pastor associado Chris Wheel, que explicou que o processo envolveu aconselhamento com profissionais externos, mentoria ministerial e total afastamento do púlpito. Segundo ele, o conselho da igreja identificou em Evans sinais de “arrependimento genuíno, humildade e desejo renovado de honrar a Deus”.
Em junho de 2024, o pastor — que liderou a OCBF por 48 anos — havia admitido publicamente ter “falhado no padrão bíblico de conduta” e decidiu se afastar voluntariamente. Ele frisou, na época, que não havia cometido crimes, mas reconheceu “falta de discernimento em certas atitudes”. O pecado específico nunca foi revelado, decisão que a liderança justificou como necessária para preservar a integridade do processo e evitar “sensacionalismo desnecessário”.
Durante o culto de restauração, Tony Evans afirmou que o período longe da liderança foi “agridoce”, mas necessário para seu crescimento espiritual. “Depois de tanto tempo servindo, é doloroso parar e perceber que a ferida foi causada por mim mesmo. Mas Deus usou isso para me aprofundar na fé”, disse.
O momento foi marcado por emoção quando o filho de Evans, o também pastor Jonathan Evans, o abraçou no púlpito e declarou: “Ver meu pai viver a Palavra que ele sempre pregou é algo que me inspira.”
A OCBF ressaltou que o caso reforça o compromisso da igreja com a disciplina bíblica e a restauração espiritual de seus líderes, reafirmando a visão de que “a igreja deve ser um hospital para os feridos, não um tribunal de condenação.”