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“Quem ficou em casa, vocês pagam por eles”: pastor aumenta cobrança de dízimos

Líder da Assembleia de Deus pediu que membros doassem até dez vezes mais para custear o evento “Mossoró para Cristo”

Por Caio Rangel • Publicado em 23/10/2025 às 11h07
Pastor Francisco Miranda (Reprodução)

Durante o evento “Mossoró para Cristo”, realizado no último domingo (19), o pastor Francisco Miranda, líder da Assembleia de Deus em Mossoró–RN, gerou controvérsia ao pedir que os fiéis aumentassem suas ofertas para cobrir os custos da celebração. O pedido, feito em tom de cobrança, veio apesar de a Prefeitura Municipal de Mossoró já ter destinado R$ 50 mil ao evento, conforme revelou o Blog do Barreto.

Segundo o portal, a Secretaria Municipal de Cultura transferiu o valor para o Centro Social Heróis da Fé, entidade sem fins lucrativos responsável pela organização da festividade, que há mais de 30 anos faz parte do calendário religioso da cidade. Mesmo com o apoio financeiro da prefeitura municipal, o pastor pediu que os fiéis contribuíssem com valores muito acima do habitual. “Quem ia dar dez, dê cem”, disse ele durante o culto, afirmando que os presentes deveriam ofertar também “pelos que ficaram em casa”.

A justificativa de Miranda foi a baixa presença de público, o que teria comprometido o orçamento do evento. Ele declarou ainda que pretende encerrar a realização da celebração em espaços públicos, optando por edições dentro das congregações locais. “Não vou mais fazer esse evento na rua, o povo não vem, e isso atrapalha a arrecadação”, afirmou.

O episódio repercutiu nas redes sociais, onde internautas criticaram o pedido de doações, apontando que a denominação é uma das maiores igrejas do estado do Rio Grande do Norte, com milhares de membros e estrutura consolidada em Mossoró. Comentários também destacaram a ausência de atrações nacionais na programação de 2025, o que gerou questionamentos sobre a necessidade de novas arrecadações.

A edição deste ano do “Mossoró para Cristo” começou no dia 19 de outubro e encerra nesta sexta-feira (24). Apesar das críticas, o evento segue como uma das maiores mobilizações religiosas do município.



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